A Associação do Vendedores de Produtos Nacionais e Importados (AVPNI) de Londrina inicia esta semana uma nova etapa na concretização do Shopping Popular. Uma comitiva de camelôs vai a Florianópolis (SC) conhecer o Mercado Modelo para fornecer subsídios ao projeto que será coordenado pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Paralelamente, a AVPNI começa a procurar meios de sustentar o seu sonho. Hoje, às 14 horas, membros da diretoria reúnem-se com representantes da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) para saber como criar uma Organização Não-Governamental (ONG). ‘‘Para conquistar a estabilidade teremos que investir dinheiro e encontrar outros parceiros além da prefeitura. A ONG pode ser uma porta’’, disse o presidente da Associação, Manoel Barbosa.
Ontem à tarde, os camelôs reuniram-se com o prefeito Nedson Micheleti (PT) para definir o local do novo Shopping, mas o único avanço que conseguiram foi a promessa de que o terreno localizado entre o Pronto Atendimento Infantil (PAI) e a Supercreche não será negociado até que a situação da categoria esteja definida. ‘‘Por enquanto, não posso garantir o terreno, até porque temos outras opções como o Hotel Berlim e o Terminal Urbano’’, disse Micheleti.
No encontro, a Associação apresentou ao prefeito um documento com 185 assinaturas pedindo a substituição de Carlos Alberto Xavier por Emerson Barros na assessoria para assuntos comunitários da CMTU. Barbosa alega que o funcionário é arbitrário e não dialoga com a categoria. ‘‘Enquanto não tivermos o Shopping precisamos de um lugar sossegado para trabalhar e ele não favorece isso’’.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, disse que as reclamações dos camelôs não procedem e todas as decisões da autarquia em relação ao comércio ambulante são tomadas em conjunto. ‘‘O problema é que eles esquecem. Se a solução fosse a saída de alguém, deveriam ter pedido a minha’’, opinou Sella ao afirmar que a substituição de Xavier está descartada.
Até que o projeto do Shopping esteja concluído os camelôs querem que a prefeitura feche o trecho da Avenida São Paulo entre a Avenida Leste-Oeste e a Rua Benjamin Constant exclusivamente para as barracas. ‘‘É impossível devido ao tráfego intenso no centro da cidade’’, respondeu o presidente da CMTU, que não estava presente na reunião.
O prefeito e os camelôs saíram confiantes do encontro, embora todos concordem que é preciso uma fiscalização mais eficaz para evitar a chegada de novos ambulantes. ‘‘Se não for assim, o projeto estará fadado ao insucesso, mas acho que isso não vai acontecer. A categoria está unida e organizada. Se continuar assim, espero que até o Natal eles estejam alojados’’, disse Micheleti.
Nem mesmo a fraca participação dos membros da Associação dos Camelôs de Londrina (ACAL), estabelecida desde 97 na Avenida Leste-Oeste, preocupa o prefeito. Segundo ele, pequenos divergências que surgirem ao longo do tempo serão contornáveis pela disposição de todos em resolver o problema.

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