Camelódromo promete investir R$ 200 mil em reforma
A gerência do Shopping Popular, o Camelódromo de Londrina, situado na Rua Sergipe com Mato Grosso, admitiu que existem problemas nas instalações elétricas do empreendimento que fazem com que a rede trabalhe no limite. Mas afirma que um projeto de reforma em toda a rede já está em execução, com objetivo de garantir tranquilidade para os lojistas e segurança para os clientes. A expectativa é que seja concluído antes do final do ano.
O gerente-administrativo do shopping, Samuel dos Santos, reconheceu que a estrutura elétrica existente hoje é precária e preocupante. ''Este investimento é prioritário, porque estamos mexendo com vidas'', comentou. Ele afirmou que desde a inauguração, em janeiro de 2003, o uso do espaço foi se ampliando e os problemas se acumulando. Quando começou a funcionar, por exemplo, não havia sistema de climatização nem tantas TVs e equipamentos eletrônicos ligados ao mesmo tempo como agora. ''Temos disjuntor de 700 amperes, a casa de força é de 300 kva e não suporta todos os aparelhos de ar condicionado ligados juntos. Das 40 máquinas, só umas 30 ficam ligadas'', completou.
Com a reforma, de acordo com Santos, cada loja vai ter um disjuntor e uma amperagem determinada. ''Não vai ser possível ligar mais aparelhos do que a capacidade'', afirmou o gerente. Atualmente os 350 lojistas gastam, em média, de R$ 18 mil a R$ 20 mil com energia. As medições são individualizadas, para que cada um pague o que efetivamente consome. Segundo Santos, o novo projeto prevê a instalação de mais um transformador no local.
O proprietário do imóvel, Mohamed El Sayed, informou que estão sendo investidos de R$ 150 mil a R$ 200 mil na reforma da rede elétrica. ''Estamos utilizando o que há de mais moderno, visando a segurança de todos que utilizam o espaço e mais economia para os lojistas'', garantiu. O empresário afirmou que a reforma não foi uma exigência da fiscalização, e sim uma medida que se julgou necessária. O projeto da reforma, segundo Sayed, foi assinado há mais de dois meses.
A administração do shopping localizado na Rua Minas Gerais alegou que só daria entrevista se o texto fosse ''aprovado'' pela diretoria antes da publicação, prática que a FOLHA não corrobora. (Colaborou Silvana Leão)





