Um novo centro de comércio popular, cujo anúncio já gerou polêmica, deve começar a funcionar nos próximos dias numa área importante da Área Central de Londrina. A previsão é da (ONG) dos Trabalhadores Desempregados de Londrina, que administrará o Camelódromo Central, na Galeria Augustus, no Calçadão. O empreendimento deverá abrigar 300 camelôs.
  A assinatura do contrato de quatro anos foi em 6 de fevereiro, mas a divulgação ocorreu apenas ontem. O empreendimento tem apoio da administração municipal, mas não vai contar com auxílio financeiro, como faz questão de frisar o presidente da ONG, Emerson Lafayette Dias Soares.
  O aluguel de cada box, segundo ele, vai variar entre R$ 80,00 e R$ 100,00. Os trabalhadores também serão responsáveis pelo condomínio, que inclui as contas de água, luz e outras despesas. O valor da locação não foi revelado pelo presidente da entidade.
  ‘‘A vantagem é que os camelôs terão a opção de sair das ruas e não terão mais o risco de perder as mercadorias. Será bom também para o município, já que vai contribuir também com a revitalização do Centro da cidade’’, avaliou Soares. Ele orientou os associados a trabalhar somente com produtos legalizados. Ressaltou, porém, que a fiscalização não deve partir da entidade, mas dos órgãos públicos competentes.
  O projeto de construção de uma laje no imóvel deve ficar pronto em uma semana. Depois, uma assembléia vai definir detalhes da obra e iniciar a construção dos boxes. Em seguida, os camelôs devem começar a
trabalhar.
  A Folha tentou entrar em contato com a proprietária do prédio, mas foi informada que ela não poderia atender a reportagem. Em matéria publicada em março, a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) cobrou rigor da prefeitura na concessão de alvará para o novo
camelódromo.

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