Moradores de Cambé (13 km a oeste de Londrina) apresentariam ontem à noite à Câmara de Vereadores um abaixo-assinado com 4.341 assinaturas pedindo a revisão do projeto que aumenta de 11 para 15 o número de vereadores a partir de 2001. O projeto, proposto por Carlos Alberto Vieira (PFL), foi aprovado em primeira discussão por oito votos a favor e três contra. Ainda são necessárias duas votações, mas a comunidade quer que os vereadores reconsiderem suas decisões ‘‘para o bem de Camb钒.
Um dos organizadores do abaixo-assinado, o comerciante Arlindo Costa, diz que, apesar da legalidade do projeto, há um descontentamento em relação ao aumento das vagas. ‘‘É uma medida desnecessária, onerosa ao município e em flagrante contraste com a crise que atinge o nosso País e os municípios’’, diz o texto do documento.
No ano passado, Costa recolheu quase 1.700 assinaturas e protestou na Câmara contra o aumento das vagas - 17, na ocasião. Ele alerta ainda para o que chama de ‘‘movimentação para tapar o olho do povo’’, referindo-se à redução salarial dos vereadores em 27% a partir de 2001. ‘‘O Legislativo não aceitou a emenda do vereador João Sabaini (do PTB), que previa o fim do pagamento das sessões extraordinárias’’, criticou.
A redução média dos salários para a próxima legislatura foi a forma encontrada pela Câmara para tentar compensar o aumento das vagas. ‘‘Não seria justo aumentar o número de cadeiras e dar mais custo ao município’’, disse, na semana passada, o presidente Cícero Teixeira (PMDB). Segundo ele, cada vereador recebe R$ 4,3 mil brutos - incluindo duas sessões extraordinárias por mês. Descontado o Imposto de Renda, segundo ele, o valor é de R$ 3,9 mil, e de R$ 2,5 mil quando não há sessão extra.

mockup