Cambé reivindica hospital metropolitano
Moradores de Cambé (13 quilômetros a oeste de Londrina) fizeram ontem um protesto em frente ao antigo Hospital Londrina exigindo melhorias no atendimento da saúde no município e a reativação do hospital, desativado no final de 97. A mobilização contou com representantes de mais de 20 entidades, como a Pastoral da Criança, Associação de Moradores de vários bairros de Cambé e Arquidiocese e Conselhos de Saúde de Londrina.
Líderes comunitários e populares exigiram rapidez na ação do governo estadual para transformar o prédio em hospital metropolitano que atenda aos pacientes do SUS. Os manifestantes portavam cartazes e faixas cobrando maior empenho nas questões da saúde. Onde está o dinheiro da CPMF recolhido semanalmente pela União, questionava um dos cartazes.
Os organizadores coletaram mais de 750 assinaturas para um documento que será encaminhado ao governador Jaime Lerner (PFL), pedindo solução imediata para o caso. Uma comissão formada por representantes comunitários de Londrina e Cambé se reúne nesta quarta-feira para definir a estratégia de ação para pressionar as autoridades.
Segundo frisa Maria Anideji, presidente da Associação Cambeense de Defesa e Proteção dos Direitos da Saúde, a comunidade conta apenas com um Pronto-Socorro, o da Santa Casa e acaba recorrendo aos superlotados hospitais de Londrina.
O Secretário Municipal de Saúde de Cambé, Antônio Silva Freitas, considera inviável a manutenção do hospital pela prefeitura. Sozinho, o município não consegue contornar a situação. Temos um estudo comprovando a viabilidade econômica do hospital, desde que o Governo do Estado e Ministério da Saúde se comprometam a ajudar, reforça.
O vereador londrinense Tercílio Turini (PSDB) argumenta que o hospital desempenharia papel estratégico da região. Essa manifestação é importante para sensibilizar o governo estadual, que até agora não demonstrou vontade em negociar.
De acordo com o vereador, cópias do documento pedindo a reabertura do Hospital Londrina serão encaminhadas a todas as câmaras de vereadores da região da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar), ao governador, ao Secretário Estadual de Saúde, Armando Raggio, aos deputados estaduais e federais da região.
O Hospital Londrina tem capacidade para 200 leitos e sua reativação representaria um auxílio para desafogar os hospitais regionais, principalmente o Hospital Universitário de Londrina. A Folha não conseguiu localizar o secretário de Saúde Armando Raggio, na tarde de ontem, para falar sobre o assunto.Dorico da SilvaCarênciaComunidade promete buscar outras formas de pressionar o governo: cidade conta com apenas um PSOs manifestantes coletaram cerca de 750 assinaturas a favor da reativaçãoFrancelino França





