Cambé (Região Metropolitana de Londrina) e Maringá (Noroeste) são exemplos de projetos bem sucedidos de hortas comunitárias no Estado. Na cidade vizinha, os primeiros canteiros foram implantados ainda na década de 1980, já na Cidade Canção, o movimento iniciou em 2007, baseado no modelo de Cambé.
Maringá conta com 25 hortas e a intenção é chegar até o fim do ano com 40. Cada espaço conta, em média, com 25 a 30 famílias que plantam hortaliças para o consumo próprio. O excedente da produção pode ser comercializado. Para receber um canteiro é feito o cadastro da família, analisada a situação socio-econômica e se ela é atendida pela unidade básica de saúde (UBS) e pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras).
Os agricultores urbanos recebem orientações sobre plantio e as regras de convivência, visitam outras hortas para conhecer o funcionamento e precisam eleger uma diretoria com presidente, vice-presidente, secretário e tesoureiro para organizar o dia a dia do espaço comunitário.
O município tem lista de espera. "As hortas estão inseridas no projeto Maringá Saudável de promoção da saúde", explicou o engenheiro agrônomo José Oliveira de Albuquerque, coordenador das hortas comunitárias de Maringá.
A prefeitura faz a manutenção das hortas e inaugurou em fevereiro a Central de Compostagem, abastecida por quatro empresas que encaminham resíduos, como bagaço da cana-de-açúcar, pó de filtro de algodão, cinzas de caldeiras e esterco bovino, além do resíduo das podas de arvores.
O projeto também conta com suporte do Centro de Referência em Agricultura Urbana e Periurbana (CerUAP), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que ministra cursos de controle de pragas e manejo da produção. Uma pesquisa recente em andamento é o uso de homeopatia para controle de pragas.

CONVÊNIO
Em Cambé, são 23 hortas que envolvem em torno de 820 famílias. A última foi inaugurada há seis anos. "Tem horta com 80 pessoas, em outras têm seis ou sete", comentou Odair José Paviani, coordenador das hortas comunitárias de Cambé. Mais de 70% dos envolvidos nas hortas são aposentados. Os espaços estão instalados em fundo de vale, mas a água é fornecida pela Sanepar. Os participantes pagam tarifa social.
A prefeitura tem um convênio com a Eletrosul para subsidiar três hortas, as outras são mantidas com recursos da venda do excedente da produção, e uma vez por ano a prefeitura doa as sementes de hortaliças. Cambé também tem convênio com empresas para fornecimento de adubo e outras empresas de Londrina costumam fazer doações de sementes e mudas. "Existe demanda para abrir outras hortas, mas estamos segurando, pelo menos até fecharmos novas parcerias e recursos." (A.M.P.)

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