Em Cambé (Norte), a Horta Comunitária é uma realidade antiga. Desde 1980, a população carente se beneficia da produção de verduras e legumes, hoje cultivada em 20 espaços, a maioria em fundo de vale. Cada horta é cuidada por uma média de 50 famílias, que se organizam, inclusive com estatuto epecífico, onde são eleitos presidentes, tesoureiros e secretários, que se encarregam do gerenciamento do local.
O coordenador do Programa Hortas Comunitárias do município, Cléber da Costa, afirma que mais de 1,3 mil famílias, num total de 6,8 mil pessoas, são beneficiadas pela doação de legumes e verduras. ''A prefeitura dá a estrutura para que as hortas sejam formadas e depois cada grupo se organiza e administra o trabalho.'' O apoio prevê toda a infra-estrutura, sementes, adubos orgânicos, parte técnica - como funcionários capacitados que orientam sobre o cultivo dos produtos - e o preparo da terra.
As hortas são ligadas à Secretaria de Gerenciamento. Cada família tem direito a dois canteiros de 8m por 9m. O estatuto também define o que deve ser plantado e como o produto deve ser cultivado. Cada família paga o equivalente a R$ 1 ou R$ 2 por mês, que ajuda na manutenção das hortas. ''No caso das famílias que não podem doar o dinheiro, a prefeitura banca todas as despesas.''
A prioridade é garantir a alimentação das famílias, mas o excedente pode ser comercializado. As redes de supermercados são as que mais adquirem os produtos, mas as famílias em toda a cidade se beneficiam. As verduras são vendidas a preços bem menores e são levadas de porta em porta para os moradores.
As duas últimas hortas foram inauguradas em junho do ano passado e outras três estão previstas para ser implantadas no próximo ano. O custo mais elevado da implantação é com a irrigação do terreno, mas um projeto para instalar uma bomba de captação já está sendo elaborado. (M.O.)

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