As obras para a implantação do Camelódromo no prédio Móveis Paulista (centro) devem começar antes do final do mês, embora a loja ainda demore cerca de dois meses para sair do local. O dono do prédio, Ibrahim El Sayed, explicou que isso não deve atrasar o Camelódromo: ''As obras podem começar enquanto ainda estamos aqui. Pode ser feito por partes, vamos liberando os espaços aos poucos'', explicou.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) está aguardando apenas a aprovação na Câmara do projeto de lei autorizando a abertura de um crédito especial no valor de R$ 210 mil para custear a reforma. O projeto, proposto pelo prefeito Nedson Micheleti (PT), já passou pelas comissões especiais e deve ser votado terça-feira. ''Assim que for aprovado, vamos assinar o contrato de locação com os proprietários e começar as obras'', garantiu o presidente da CMTU, Wilson Sella.
A reforma prevê mudanças na parte interna e externa do imóvel. Na parte de dentro serão construídos 316 boxes para abrigar os camelôs das avenidas São Paulo e Leste-Oeste. A prefeitura vai alargar o passeio da Rua Mato Grosso até a Sergipe e também extender o Calçadão, ligando a Rua Maranhão a Mato Grosso.
O prédio onde funciona o Móveis Paulista fica na esquina das ruas Sergipe e Mato Grosso e é um dos mais antigos de Londrina. Na década de 50 funcionavam ali um posto de combustível, a garagem e oficina da Grande Londrina e ainda a Alfaiataria Dutra. Sayed alugou e, logo depois, comprou o imóvel, na década de 70. Em 1997, a família reformou e ampliou o local. Segundo o proprietário, só na reforma foram gastos R$ 1,5 milhão. Em valores atuais, de acordo com Sayed, o local vale pelo menos R$ 5 milhões. São 5.231 metros quadrados de área construída.
O prédio tem três andares, banheiros, escritórios, refeitório e 26 boxes já prontos, que nunca foram usados. A loja de móveis ocupa os dois primeiros pavimentos; no terceiro funciona uma confecção, que também é da família Sayed.

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