Câmara vota a favor de Vila Tecnológica
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quinta-feira, 26 de junho de 1997
Da Redação 
Os vereadores aprovaram ontem em primeira discussão um projeto de lei que protege o município contra novos casos de irregularidades como o que envolve o projeto entre Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) e a empresa Grande Piso. O projeto cria a Vila Tecnológica da Cohab, que funcionaria como uma espécie de show-room de novas tecnologias na construção de edificações populares.
O projeto determina que as moradias fossem feitas para uso experimental por, no mínimo, um ano, e a custo zero para a Cohab. Nesse período, seriam analisados o material empregado na obra, estrutura do imóvel e técnica de construção. Se comprovadas tecnicamente a condição de habitabilidade e a expressiva redução de custo da edificação em relação às construções convencionais - outra condição do projeto - a tecnologia seria permitida no município em caráter definitivo.
Precisamos estar abertos às novas tecnologias na construção civil, justifica Antenor Ribeiro (PPB), autor do projeto. Ele acredita que técnicas como a que usa o isopor como isolante térmico nas construções, por exemplo, poderiam ser experimentadas em Londrina. A Vila tecnológica de Curitiba tem algumas casas com placas de isopor dentro da parede. Outras unidades foram construídas no litoral, disse. O vereador não sabe se o uso do isopor foi aprovado.
Ribeiro defende que com a Vila Tecnológica, a decisão do projeto-piloto entre Cohab e Grande Piso não teria sido decidida numa conversa. A Cohab já teria a autorização para isso. As especificações da lei impediriam, na sua opinião, irregularidades. Se passar na segunda votação, o projeto pode entrar em terceira discussão na primeira sessão extraordinária da Câmara durante o recesso de julho.


