Os vereadores aprovaram ontem em primeira discussão um projeto de lei que protege o município contra novos casos de irregularidades como o que envolve o projeto entre Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) e a empresa Grande Piso. O projeto cria a Vila Tecnológica da Cohab, que funcionaria como uma espécie de show-room de novas tecnologias na construção de edificações populares.
O projeto determina que as moradias fossem feitas para uso experimental por, no mínimo, um ano, e a custo zero para a Cohab. Nesse período, seriam analisados o material empregado na obra, estrutura do imóvel e técnica de construção. Se comprovadas tecnicamente a condição de habitabilidade e a expressiva redução de custo da edificação em relação às construções convencionais - outra condição do projeto - a tecnologia seria permitida no município em caráter definitivo.
‘‘Precisamos estar abertos às novas tecnologias na construção civil’’, justifica Antenor Ribeiro (PPB), autor do projeto. Ele acredita que técnicas como a que usa o isopor como isolante térmico nas construções, por exemplo, poderiam ser experimentadas em Londrina. ‘‘A Vila tecnológica de Curitiba tem algumas casas com placas de isopor dentro da parede. Outras unidades foram construídas no litoral’’, disse. O vereador não sabe se o uso do isopor foi aprovado.
Ribeiro defende que com a Vila Tecnológica, a decisão do projeto-piloto entre Cohab e Grande Piso não teria sido decidida numa conversa. ‘‘A Cohab já teria a autorização para isso.’’ As especificações da lei impediriam, na sua opinião, irregularidades. Se passar na segunda votação, o projeto pode entrar em terceira discussão na primeira sessão extraordinária da Câmara durante o recesso de julho.

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