Érika Pelegrino
De Londrina
A Câmara Municipal de Londrina reinicia hoje seus trabalhos, após o período de recesso, já com a perspectiva de enfrentar um pedido de abertura de Comissão Processante que está sendo discutido por 50 entidades de Londrina. A comissão seria criada para discutir a cassação do prefeito Antonio Belinati (PFL) por improbidade administrativa, em função das investigações de irregularidades que apontam para um desvio de verba de R$ 15 milhões.
O presidente da Câmara, Renato Araújo (PPB), foi cauteloso ao se pronunciar sobre a aprovação ou não do requerimento. Ele afirmou que se o pedido de abertura da comissão estiver fundamentado em fatos que comprovem improbidade administrativa, a Câmara não terá outra alternativa a não ser votar favorável a sua abertura. A votação é aberta, nominal e com maioria simples.
Mas ele insistiu que a ‘‘Câmara tem que ter cautela para não acusar alguém injustamente, sem provas’’. Renato Araújo não deixou claro se hoje passaria com facilidade pela Câmara a aprovação da abertura da comissão. ‘‘A Câmara age com a razão, não se trata de ter amigos ou inimigos. Se for provado o envolvimento ilícito do prefeito a Câmara não poderá olhar a situação com a emoção.’’
Segundo ele, hoje o que preocupa é a omissão do prefeito. ‘‘A situação dele é crítica’’, afirmou. O requerimento pode ser feito pedindo a comissão processante com afastamento temporário do prefeito ou não. Neste caso ele faz a sua defesa em exercício.
Araújo explicou ainda que este requerimento e os demais só serão recebidos no final da sessão depois que a pauta do dia for esgotada. No total são oito projetos e 68 requerimentos, alguns que datam de 1997. Os 39 projetos elaborados durante o recesso ainda serão despachados para as comissões. Logo no início dos trabalhos, a sessão será suspensa para discutirem a composição das 10 comissões técnicas.

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