Câmara transfere 'Caso Abbage' para Curitiba
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terça-feira, 26 de setembro de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
Cinco dos sete acusados do suposto assassinato do garoto Evandro Ramos Caetano, 7 anos, em Guaratuba, no litoral do Estado, deverão ser julgados ainda este ano em Curitiba. Por unanimidade de votos, os desembargadores da 2ª Câmara Criminal decidiram transferir o julgamento, que era de competência da Comarca de São José dos Pinhais (Região Metropolitana), para a Capital paranaense. O pedido foi feito pelo Ministério Público. Acreditamos que não havia qualquer motivo para que o julgamento ocorresse em São José dos Pinhais, disse o promotor Celso Peixoto Ribas, que atuou no julgamento de Celina e Beatriz Abagge, acusadas de serem as mandantes do suposto assassinato.
Deverão ser julgados o pai-de-santo Osvaldo Marcineiro e os ajudantes Vicente de Paula Ferreira e Davi dos Santos Soares, acusados de terem praticado o ritual de magia negra. Eles já foram submetidos a julgamento por duas vezes. Na primeira oportunidade, uma jurada passou mal e o júri foi suspenso. Na segunda, um dos advogados de defesa abandonou o plenário.
Os acusados Francisco Sérgio Cristofolini e Airton Bardelli dos Santos, que seriam funcionários da prefeitura de Guaratuba e teriam auxiliado no sequestro do menino, serão submetidos a julgamento em dias diferentes. A expectativa é a de que as datas dos dois julgamentos sejam definidas em breve. Eles serão realizados ainda este ano, declarou o promotor.
Já Celina e Beatriz Abagge, que foram absolvidas por 5 votos a 2 no julgamento mais longo da história do Brasil (35 dias), poderão ser submetidas a júri novamente no ano que vem. É que a Justiça aceitou a apelação do Ministério Público. Os advogados de defesa entraram com embargos para impedir o novo julgamento das acusadas. Os embargos ainda não foram analisados. Caso haja a manutenção da decisão de um novo julgamento para as Abagge, a defesa poderá entrar com recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ).


