A Câmara de Vereadores de Campo Mourão vem surpreendendo muita gente nesses primeiros meses da nova legislatura. Em apenas cinco meses, foram aprovadas várias medidas para moralizar a atuação dos vereadores e dos assessores de bancada indicados por eles.
As medidas foram tão rápidas que o mesmo Fórum da Comunidade que em março esteve usando a tribuna livre da Câmara para criticar gastos desnecessários, voltou esta semana ao legislativo, desta vez para elogiar algumas medidas já tomadas. A mais ‘‘visível’’ delas foi a redução no valor e na quantidade de diárias que cada vereador e cada assessor tinha para viajar.
De R$ 221,00 para viagens interestaduais, as diárias dos vereadores caíram para R$ 90,00. Além disso, foi reduzido de 16 para 4 o número de diárias que cada vereador tem direito durante o ano. Só essa medida deve significar uma redução anual de despesa de cerca de R$ 120 mil.
O Fórum da Comunidade, por exemplo, ao voltar à tribuna livre, sugeriu à Câmara que cobre da prefeitura o compromisso de usar esse dinheiro em projetos de desfavelamento. Mas não foi só isso: também já está aprovado em primeiro turno uma emenda à Lei Orgânica para dificultar a posse de suplentes.
Pelas regras em vigor, um suplente assume uma das cadeiras da Câmara toda vez que um titular se licencia por mais de 30 dias. Na legislatura passada, isso obrigou o legislativo a pagar dois vereadores a mais durante 34 meses (praticamente três anos). Pela nova proposta, o suplente só vai assumir quando a licença do titular for superior a 120 dias.
Outra proposta já aprovada antecipou o início das sessões das 20 horas para às 19 horas. O novo horário significa que os vereadores vão trabalhar pelo menos quatro horas a mais por mês.
Também tramita pela Câmara projeto para acabar com o recesso de julho. A proposta tem o apoio da maioria e só não foi votada ainda por problemas burocráticos. Será o fim das férias de julho para os vereadores. Outro projeto com boas chances de aprovação prevê o fim das votações secretas.
Nada mal para uma Câmara que começou o ano com uma eleição da mesa diretora bastante tumultuada, com o aumento do número de assessores e com vereadores viajando, sem maiores propósitos e com dinheiro público, para o Rio de Janeiro.

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