Câmara também vota o fim do trote violento
Lúcio Horta
De Londrina
A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou na sessão de ontem, em segunda votação, uma lei proibindo o trote em áreas públicas, como praças, avenidas e no Calçadão.
Entende-se por trote, de acordo com o projeto, qualquer manifestação estudantil que, para recepcionar alunos recém-aprovados em universidades ou cursos regulares da cidade, utilize brincadeiras que possam culminar em agressões ou violência física.
A vereadora Elza Correia (sem partido) - que assinou o projeto com outros cinco vereadores - lembrou que além de colocar em risco a integridade física do estudante, o trote normalmente deixa o estudante em situação humilhante.
Ela mencionou como exemplo a coleta de dinheiro, por parte dos calouros, normalmente utilizando esquinas de vias públicas movimentadas, para patrocinar festas dos veteranos. É uma humilhação sem sentido, que não contribui em nada para a formação do cidadão.
Elza Correia acrescenta que a abolição do trote não significa acabar com manifestações saudáveis para recepcionar e integrar os calouros em universidades ou cursos regulares.
Os trotes culturais e sociais - como distribuição de cestas básicas ou doação de sangue -, por exemplo, são cada vez mais utilizados nos cursos superiores de Londrina e podem ser uma boa alternativa para quem quer fugir da violência.
O projeto agora irá para sanção do prefeito Antonio Belinati (PFL).





