Marcos Zanatta
De Maringá
Os estudantes de Maringá conseguiram retirar por cinco sessões o projeto do vereador Shudo Yasunaga (PSDB), que permitia o uso de carteiras emitidas pelas escolas para o pagamento de meio ingresso pelos estudantes da rede pública. O projeto foi aprovado na terça-feira, mas ontem os estudantes lotaram a Câmara para forçar a retirada de pauta. O projeto apenas alterava um artigo de lei municipal, permitindo que a carteira emitida pelas escolas fosse aceita para pagamento parcial de ingressos em cinema, shows e outros eventos.
Para os dirigentes das entidades estudantis, a mudança na lei colocaria o documento em descrédito. ‘‘Maringá tem 47 escolas públicas e os promotores de espetáculos e shows terão dificuldade em identificar o grande números de carteiras se o projeto passar’’, explica o diretor da União Paranaense de Estudantes (Upes), Ronaldo Domingues. Ele diz ainda que as carterias fornecidas pelas escolas, de papel ou plastificadas, são fáceis de serem falsificadas. ‘‘As entidades estão emitindo carteiras em PVC, com película de segurança, o que dá credibilidade ao documento’’, afirmou.
Márcio Cesar Fonseca, do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM) é que a carteira das entidades valem para todo o país. ‘‘Não podemos perder as condições que conquistamos porque depois será difícil uma mudança’’, afirmou. Em Maringá existem 86 mil estudantes da rede pública e apenas 3 mil possuem carteira das entidades.

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