Marcos NegriniContradiçãoLei que proíbe atividade dos flanelinhas nas ruas da cidade poderá não ser implantada por estar em conflito com legislação federalAproximar a população do Legislativo e participar das discussões sobre os problemas que afligem a comunidade foram os objetivos perseguidos pelos vereadores de Maringá durante todo o ano de 97. Além dos projetos apresentados e aprovados pela Câmara, os vereadores inovaram para atrair os moradores nas sessões ordinárias.
Se a população não vai até à Câmara, os vereadores foram às casas dos maringaenses através da transmissão das sessões pelo canal 16 da TV a cabo. Maringá foi a terceira cidade do País e a primeira do Paraná a transmitir as sessões da Câmara pela TV.
Em julho do ano passado foi feita mais uma mudança para possibilitar a participação popular: as sessões de quintas-feiras passaram a ser realizadas a partir das 16 horas, com espaço para que representantes de associações de moradores e de segmentos organizados pudessem esclarecer dúvidas.
Intinerantes A iniciativa dos vereadores não parou por aí. No ano passado, pela primeira vez na história do Legislativo de Maringá, os vereadores realizaram sessões itinerantes em bairros mais populosos.
A idéia foi descentralizar o poder, dando condições à população de discutir os problemas, apresentar alternativas de soluções, e conferir o que os vereadores podem fazer para a melhoria da qualidade de vida dos maringaenses.
A atuação dos vereadores também não se restringiu a fazer leis e fiscalizar as ações do poder Executivo. No início do ano passado, uma comissão da Câmara visitou o Hospital Universitário de Maringá e cobrou uma posição para solucionar o problema da falta de leitos.
Outros assuntos que repercutiram na cidade como a denúncia sobre a má qualidade da água fornecida pela Sanepar, o despejo dos mutuários inadimplentes da Caixa Econômica Federal e o excesso de carros e motos apreendidos no pátio da Ciretran também levaram os vereadores a formar comissões que participaram de várias reuniões com os diretores de cada órgão com o intuito de buscar alternativas para os problemas.
Novas investidas Nem todas as ações surtiram efeito. O HU continua sem leitos com UTI neonatal e o pátio da Ciretran continua lotado de carros apreendidos, mas a Câmara promete novas investidas para resolver os problemas.
De acordo com o presidente em exercício da Câmara de Maringá, Basílio Baccarin (PSDB), uma das principais preocupações dos vereadores ano passado foi incentivar a participação dos moradores nas sessões de vereadores. ‘‘Não conseguimos uma participação maciça, mas com certeza muito mais pessoas conheceram nosso trabalho, seja nas sessões itinerantes ou através das transmissões pela TV’’.

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