Câmara responde às críticas de Nedson
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quinta-feira, 24 de maio de 2001
Silvana Leão De Londrina 
As críticas às decisões de governo tomadas pelo prefeito Nedson Micheleti (PT) ocuparam mais uma vez boa parte da sessão de ontem na Câmara de Londrina. O presidente do Legislativo, Tercílio Turini (PSDB), voltou a condenar a intenção da administração municipal de revogar o plebiscito sobre a venda da Sercomtel Celular. E rechaçou também as afirmações do procurador jurídico da prefeitura, Carlos Scalassara, de que as questões envolvendo a coleta de lixo na cidade não são de competência da Câmara.
Passamos por um momento traumático na administração pública e a Câmara foi muito cobrada e acusada de não fiscalizar. Agora que temos a oportunidade de discutir as questões voltadas ao lixo, chamar a população para um debate, fazer direito algo que estamos aguardando há tanto tempo, corremos o risco de emperrarmos no processo de licitação, disse Turini, referindo-se ao ajuizamento por parte do Executivo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contestando projeto de lei que proíbe a terceirização da coleta de lixo.
Para o vereador, o Executivo está assumindo um risco sozinho, quando poderia dividir a responsabilidade com outros setores da sociedade. A discussão é política e, no entanto, o assunto foi levado para o campo jurídico, completou. Turini disse que esperava uma proposta mais ousada da prefeitura, prevendo por exemplo a divisão do município em regiões que poderiam contar com diferentes empresas realizando os trabalhos de coleta de lixo.
O vereador Hélio Cardoso (PSB) também se pronunciou sobre o assunto, afirmando que não se trata de questão pessoal entre Executivo e Legislativo, mas sim de reduzir custo. Cardoso defendeu a adoção de um teto razoável no preço cobrado pela tonelada de lixo coletada, para que a Câmara possa aprovar a terceirização dos serviços.
O líder do prefeito na Câmara, André Vargas (PT), contestou dizendo que não faltou diálogo sobre as questões que envolvem a coleta de lixo. Mas acho que o diálogo não foi claro. Está faltando clareza por parte da maioria dos vereadores sobre o que quer. Segundo Vargas, o Executivo apresentou um relatório sobre a municipalização do serviço, mas o documento não foi debatido entre os vereadores.


