Câmara rejeita regulamentação para mototáxi
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de abril de 1999
Sid Sauer 
Depois e ficar quase dois anos em discussão na Câmara de Vereadores, o projeto de lei que instituía os serviços de mototáxi e de motoentrega em Campo Mourão foi rejeitado esta semana por 11 votos a 0. O único vereador que defendia o projeto era o próprio autor, Antônio Verri Mançano (PMDB), mas ele está em licença médica e não compareceu à sessão para votar. O projeto estava em tramitação desde julho de 1997.
Os veredores foram muito pressionados por grupos interessados na não implantação do serviço, disse Mançano, sem esclarecer quem são esses grupos. É uma pena, porque estávamos criando uma opção de transporte rápido e barato para a população. A sessão da Câmara foi acompanhada por vários taxistas e por motoristas de ônibus do transporte coletivo urbano. Os motoristas temiam perder o emprego com uma eventual queda no movimento dos ônibus.
Trabalhamos para que o projeto não fosse aprovado, admite o presidente do Sindicato dos Taxistas de Campo Mourão, José Carlos Rodrigues. Nosso movimento já está fraco e ficaria ainda pior. Ele alega também que o mototaxi não oferece segurança aos passageiros. A justificativa é a mesma do diretor da empresa que faz o transporte coletivo na cidade, Flávio Gurginski. Nenhum mototaxi trabalha atualmente em Campo Mourão.
O projeto só foi à votação depois que a Câmara conseguiu um parecer do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) esclarecendo que o novo Código de Trânsito é omisso na questão e que a lei deveria ser feita pelos municípios. O projeto previa que Campo Mourão poderia ter até duas motocicletas trabalhando para cada dois mil habitantes.


