Marccio W. Varella
A Câmara de Vereadores de Maringá voltou atrás e rejeitou projeto aprovado há uma semana em primeira discussão, que acabava com o limite da distância de 1,5 mil metros entre os postos de combustíveis da cidade. O autor da proposta, vereador Nilton Tuller (PSDB), garantiu à Folha que vai insistir com novo projeto.
Na semana passada, os vereadores aprovaram a lei complementar apresentada por Tuller por 15 votos contra cinco. A lei modificava projeto sancionado em 1991, que limita a distância entre os postos de 1,5 mil metros. No projeto aprovado de Tuller foram mantidas distâncias de 300 a 400 metros de hospitais e escolas.
A poluição e o risco de acidentes que poderiam surgir com o fim da distância entre os postos provocou grande polêmica na cidade. Entidades ambientalistas e igrejas protestaram junto à prefeitura. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) exigiu maior fiscalização.
Na noite da última terça-feira, ao retornar a plenário para a segunda votação, o projeto teve de ser arquivado. A Câmara de Maringá tem 21 vereadores e houve empate de nove votos contrários e nove favoráveis. Dois vereadores não compareceram à sessão. ‘‘Foi uma vergonha, uma orquestração comandada pelos donos de postos e pelas vereadores que voltaram atrás em suas propostas’’, afirmou Tuller.
‘‘Na próxima semana vou apresentar um projeto de lei completo, não apenas uma lei complementar. Vou acabar com a distância de vez e também com o artigo que proíbe a construção de postos em terrenos maiores de mil metros quadrados. E se um sujeito quiser construir um posto menor somente com duas bombas, não pode?’’, insistiu Tuller.
Seu novo projeto também vai prever a construção de uma caixa de concreto armado em torno dos tanques de combustíveis enterrados na terra, para evitar vazamentos e outros acidentes.
Apesar da lei em vigor que limita a distância em 1,5 mil metros, alguns postos da cidade continuam ferindo a legislação municipal, como os instalados na Avenida Colombo.

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