A Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu negou ontem o pedido de reajuste de 16% na passagem dos ônibus urbanos. Os vereadores autorizaram aumento de 8%, metade do que o prefeito Harry Daijó (PPB) havia pedido. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Dilto Vitorassi, que é vereador pelo PT, criticou o reajuste concedido e anunciou greve dos trabalhadores do setor para os próximos dias.
A votação da Câmara provocou uma reviravolta nas negociações entre prefeitura, sindicato e empresários. Pela primeira vez neste ano, a bancada de oposição votou a favor de um projeto do prefeito, enquanto a bancada de situação votou contra.
Na semana passada, o vice-prefeito e secretário de Obras, Paulo Mac Donald Ghisi (PDT), anunciou acordo entre o sindicato e empresários para evitar greve no setor. Nesse acordo, o secretário se comprometeu a dar reajuste de 16% na tarifa, desde que o mesmo percentual fosse repassado aos salários dos trabalhadores. Ghisi chegou a anunciar a nova tarifa, que passaria de R$ 0,60 para R$ 0,70, no dia 6.
Alegando impedimento constitucional, já que o índice de reajuste supera a inflação acumulada desde o último reajuste, há um ano, o prefeito pediu autorização à Câmara. Apenas com quatro votos a favor, o rejuste de Daijó foi derrubado. Segundo o vereador Dilto Vitorassi, o reajuste de 8% impede avanços nas negociações com os empresários e não descarta a realização de uma greve por tempo indeterminado.
Ontem, o diretor da empresa Irmão Rafagnin, Sérgio Beltrame, que também é vereador pelo PSDB, disse que o aumento de 8% inviabiliza a manutenção de acordo e adiantou que não haverá reajuste aos trabalhadores.

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