O prefeito de Londrina, Antonio Belinati (PDT), e o presidente da Sercomtel S/A Telecomunicações, Rubens Pavan, entregam hoje à Câmara projeto de lei que regulamenta a criação do Fundo de Desenvolvimento Social, que vai financiar o Banco do Pequeno Empreendedor. A entrega do projeto será ao meio-dia, durante almoço com os vereadores no Hotel Crillon.
O capital inicial do Fundo será de R$ 1 milhão, obtidos da remuneração dos dividendos das ações do Município junto à Sercomtel. O presidente da Sercomtel explica que os lucros da empresa nos quatro primeiros meses de sua atuação serão de R$ 4 milhões. Pelo estatuto, 25% devem ser distribuídos aos acionistas. Como o Município é o único acionista representantivo, ele aplicará todos os dividendos na constituição inicial do Fundo.
Segundo a assessoria de comunicação da Sercomtel, o Banco do Pequeno Empreendedor receberá recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco Mundial (BID), de outras fontes financiadoras e da própria Prefeitura. A meta é que os recursos do fundo cheguem a R$ 5 milhões em alguns meses.

Banco do Pequeno
Empreendedor pode
começar a funcionar
nos próximos meses


A lei que mudou o regime jurídico da Sercomtel prevê a criação do Fundo, que será gerenciado por um Conselho de Administração, formado por representantes da Prefeitura, Câmara, Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Sercomtel e UEL.
O Banco do Empreendedor vai financiar microempresas, atividades de artesanato e a compra de equipamentos que permitam aos desempregados desenvolver uma atividade rentável. ‘‘Com os recursos do banco, poderão ser financiadas a instalação ou ampliação das pequenas empresas e ainda projetos de desenvolvimento industrial.’’
Segundo Rubens Pavan, o Banco do Empreendedor funcionará com uma estrutura reduzida e de forma desburocratizada. ‘‘Vamos buscar parceria com Universidades, Sebrae, entidades de classe e mesmo bancos oficiais para alcançar nossos objetivos.’’ O banco poderá começar a funcionar ainda no primeiro semestre deste ano, com a aprovação do projeto pela Câmara e com o balanço da Sercomtel.

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