A Câmara de Vereadores recebeu anteontem relatório da prefeitura de Londrina detalhando a formação das equipes e a rotina de trabalho dos funcionários da Fossil Soluções Ambientais, empresa contratada pelo município depois de um processo de licitação turbulento e que começou a operar em janeiro deste ano em substituição à Vega Engenharia Ambiental na coleta de lixo.
O pedido de informações foi motivado depois que a Câmara recebeu reclamações de que funcionários da Fossil estariam sendo submetidos a uma rotina de trabalho desgastante.
Segundo o ofício encaminhado ao Legislativo, são utilizados nos serviços e coleta de lixo domiciliar 12 caminhões compactadores, que trabalham em dois turnos de oito horas. A cidade foi dividida em 39 setores de coleta com frequência diária e alternada, variando conforme sua densidade demográfica. Atualmente, ainda conforme o Executivo, cada setor percorre entre 28 e 40 quilômetros e as equipes são formadas por um motorista e uma média de três a quatro coletores. Por fim, o ofício garante que a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) mantém uma média de três fiscais que acompanham ''in loco'' a realização dos serviços contratados.
O vereador Leonilso Jaqueta (PMDB) garantiu que a Vega trabalhava com 19 caminhões e os catadores de lixo percorriam no máximo 28 quilômetros por dia. ''As reclamações têm sentido e o trabalhador está sendo prejudicado. O desgaste físico é muito grande'', apontou. Com a Vega, a cidade também estaria dividida em 39 setores. Ele adiantou que a Câmara iria analisar esses e outros dados e depois encaminharia todas as informações para análise da assessoria jurídica da Casa. ''Não pretendemos alterar o contrato mas podemos acionar a CMTU para verificarmos essa situação''.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, rebateu as críticas apontando que a Vega também trabalhava com 12 caminhões e que os veículos da Fossil são todos novos. Sobre a quilometragem apontada no ofício, Sella afirmou que ''não quer dizer que os coletores percorram a distância de 40 quilômetros por dia''. ''Acredito que houve má interpretação e estou disposto a explicar melhor. Se há algum problema, temos que corrigí-lo'', finalizou.
A Folha procurou a Fossil, mas foi informada por uma secretária que os diretores da empresa estariam em reunião e não poderiam atender a reportagem.

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