Câmara quer taxímetro em guinchos
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quinta-feira, 13 de novembro de 1997
Lucinéia Parra Maringá 
Marcos NegriniTarifa liberadaNo perímetro urbano de Maringá, as empresas de auto-socorro cobram em média R$ 30 pelo serviçoVereadores de Maringá devem votar hoje, em segunda votação, o projeto de lei da vereadora Arlene Lima (PMDB) que prevê a regulamentação do serviço de guincho. A exigência do uso de taxímetro nos caminhões é o item mais polêmico do projeto e é alvo de críticas das empresas que prestam serviço de auto-socorro na cidade.
Além da exigência do uso de taxímetro, o projeto determina que a Secretaria de Transportes do Município seja responsável pela elaboração de uma planilha de custo do serviço. Com base na planilha será implantado uma tarifa composta de uma parte fixa (bandeirada) e de uma parte variável proporcional ao percurso da corrida e caracterizada pelo taxímetro. Representantes das empresas que prestam este tipo de serviço na cidade poderão participar da elaboração da planilha.
Conforme o projeto, a exploração do serviço por particulares será através do sistema de permissão pela prefeitura e somente os veículos da Polícia Militar ficarão isentos da exigência. Inácio Kmiecik, proprietário de uma empresa, alega que o uso de taxímetro pelos carros de auto-socorro é inviável. Ele diz que concorda com uma possível tarifa definida pela prefeitura, desde que seja um valor justo.
Segundo Kmiecik, atualmente a maioria das empresas que prestam serviço de auto-socorro de veículos cobra valores prefixados. Ele diz, por exemplo, que na maioria das vezes o custo do serviço é de R$ 30,00 no perímetro urbano.
As vezes é um pouco mais se o serviço for mais difícil ou se o percurso for muito longo, informa. Quando o serviço é fora da cidade, é costume das empresas cobrar o valor acertado com o cliente e mais uma parte correspondente à quilometragem.
Outra empresária do setor afirma que o uso de taxímetro não tem lógica. Segundo ela, o taxímetro em veículos de serviço de auto-socorro não funciona porque não há como controlar a quilometragem exata a partir da chamada. Nem sempre os carros saem da empresa para atender uma chamada. Na maioria das vezes eles estão na rua fazendo um serviço e já saem para rebocar o veículo. E daí, como é que o cliente vai saber se o taxímetro foi acionado no momento da chamada ou antes?, questiona.


