Maringá A Câmara de Vereadores derrubou por 15 votos o veto do prefeito José Claudio Pereira Neto (PT) ao projeto de lei de autoria do vereador Paulo Mantovani (PSDB) que obriga o município a agendar, no máximo, em 30 dias as consultas especializadas na rede pública de saúde. Entretanto, o projeto não será promulgado e transformado em lei porque o prefeito se reuniu ontem com os vereadores, momentos antes da sessão, e se prontificou a encaminhar à Câmara um projeto substituto alterando exatamente o prazo para atendimento de algumas especialidades consideradas críticas pela falta de profissionais disponíveis na rede municipal.
Acompanhado do chefe de gabinete, Reginaldo Dias, e do secretário de governo, Silvio Januário, o prefeito José Claudio conseguiu reunir os 21 vereadores e expor as dificuldades do município em cumprir as determinações do projeto de lei. O prefeito insistiu mais uma vez que a saúde pública de Maringá já conseguiu avanços no setor de consultas especializadas diminuindo consideravelmente o tempo de atendimento nas especialidades de otorrino e oftalmologia. Em maio de 2003, conforme o prefeito, a fila de espera para consulta com um médico oftalmologista era de 30 meses e caiu para 12 meses em setembro deste ano. Já no caso das consultas com otorrino, o prazo de espera baixou de 48 meses para 14 meses de maio do ano passado para setembro deste ano.
Os vereadores concordaram com o prefeito e se comprometeram a não promulgar o projeto no prazo de 15 dias enquanto aguardam o projeto substitutivo do Executivo. Pelo acordo firmado entre vereadores e o prefeito, os prazos para atendimentos nos casos de consultas e exames especializados serão diferenciados para cada especialidade. Há casos, conforme o prefeito, que o município poderá diminuir ainda mais o prazo de atendimento, mas em algumas especialidades é impossível agendar as consultas em 30 ou até mesmo em 60 dias.

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