Campo Mourão - A Câmara de Vereadores de Campo Mourão aprovou por unanimidade um requerimento que pede à prefeitura que retome a área de 40 alqueires cedida em 1977 para o Colégio Agrícola e que hoje pertence ao Estado. O pedido foi feito com base na Lei Municipal 176/77, que autorizou a doação da área. A lei prevê que as terras devem ser devolvidas ao município se houver mudanças em sua destinação.
‘‘Como a nova LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) extinguiu a educação profissioal de nível técnico, o Colégio Agrícola perdeu a função’’, explica o vereador Idevalci Maia (PV), um dos autores do requerimento e ex-professor do estabelecimento. O colégio atualmente é mantido pela Faculdade Estadual de Ciências e Letras (Fecilcam/Unespar) e deve encerrar suas atividades no final de 2003. Este ano já não há turmas da primeira série.
Segundo Maia, a intenção é que a área retorne à prefeitura e possa ser usada como contrapartida em eventuais novos investimentos no setor. O diretor da Fecilcam/Unespar, Rubens Luiz Sartori, informou que a instituição ainda estuda o que fazer com a área de 40 alqueires. A idéia principal é preservar o local para a implantação de cursos de agronomia, veterinária e zootecnia. A faculdade também sonha em construir a sede do campus do local.
‘‘Atualmente a área está sem a devida função, mas pode ser utilizada para outros experimentos, basta reunir as partes interessadas e dar um destino apropriado’’, ressalta o vereador José Turozi (PV), outro autor da proposta. O colégio fica a cerca de sete quilômetros da cidade e conta com salas de aula e alojamentos. Fora a infra-estrutura, a área de 40 alqueires é avaliada em cerca de R$ 780 mil.

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