Tramita na Câmara de Vereadores de Londrina um projeto de lei para homenagear o jornalista Estélio Feldman, falecido no mês passado, dando seu nome ao recanto dos enxadristas ao lado da Biblioteca Pública (Área Central). A homenagem não poderia ser mais conveniente.
O jornalista, que morreu aos 66 anos em 18 de fevereiro, era frequentador assíduo do espaço. Antes para jogar xadrez e, ultimamente, como ponto de passagem onde quase sempre parava para trocar umas palavras com um dos seus muitos conhecidos ou simplesmente para colher conversas e assuntos que acabam nas páginas da Folha, aqui mesmo nesse espaço onde ele publicava a Praça.
A relação do jornalista como local no coração da cidade foi lembrada pelo escritor Domingos Pelegrini, autor da sugestão da homenagem. O escritor não deixou de recordar também a relação do jornalista, reconhecidamente um leitor voraz, com a biblioteca.
Segundo Tercílio Turini (PSDB), que assina o projeto com mais dois vereadores, a nominação do espaço é uma forma de reforçar uma homenagem que, por força do destino, ele não chegou a receber em mãos. No dia de sua morte, Feldman receberia, junto com os jornalistas Wildson Schwartz e Jota Oliveira, o título de Cidadão Honorário. A entrega será feitaaos familiares no dia 17.
Nascido em Campinas, Feldman inciou sua trajetória no jornalismo em 1956, pouco menos de ano depois de chegar na cidade, na então iniciante Rádio Paiquerê. Só na Folha de Londrina foram mais de 40 anos, 35 anos como a voz do jornal em seus editoriais e artigos. Nos últimos anos, ele assumiu a editoria internacional e sua agudez de análise passou a serviço do leitor, no espaço da Praça, onde Feldman fazia uma crônica dos problemas da cidade e das necessidades dos londrinenses.

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