Câmara quer fim de mocós
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quarta-feira, 02 de dezembro de 1998
Lucilia Okamura 
A morte de Paulo Henrique Gomes, 14 anos, ocorrida anteontem, em Londrina, foi motivo de pronunciamento de vários vereadores ontem na Câmara Municipal. Eles lembraram da lei de 1994 que dá poderes ao município para demolir imóveis abandonadas (mocós, locais que abrigam usuários de drogas). Paulo Henrique era viciado e foi morto próximo ao mocó da Avenida Duque de Caxias (área central), onde costumava ir.
De autoria do vereador Célio Guergoletto (PMDB), a lei prevê notificações aos proprietários de obras abandonadas ou em ruínas. Caso nenhuma providência seja tomada, a obra poderá ser demolida pelo município. Lamentavelmente, o município não toma as providências necessárias, disse.
O prefeito Antonio Belinati (sem partido) informou que pedirá à Secretaria de Obras que estude e faça cumprir a lei. É uma falta de respeito dos proprietários para com a cidade, afirmou. Tivemos uma morte e com certeza haveremos de ter outros problemas sérios com os mocós. Segundo levantamento da Polícia Militar, existem 39 mocós em Londrina.
O delegado Edmo Hermenegildo disse não ter pistas dos irmãos, Herlon e Marlon Bestoleti, suspeitos de terem praticado o crime. Eles também moravam no mocó.


