Câmara quer conhecer obras antes de liberar empréstimos
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quinta-feira, 03 de julho de 1997
Lucília Okamura Londrina 
O projeto que autoriza o Executivo a contrair empréstimo de até R$ 25 milhões junto ao Banestado, através do Fundo Estadual de Desenvolvimento Urbano (FDU), será votado hoje em terceira e última discussão pela Câmara de Vereadores, mas na forma de um substitutivo. Os recursos seriam aplicados em obras. A Câmara quer a garantia, através do substitutivo, que os projetos das obras sejam analisados antecipadamente pelos vereadores.
O valor a ser emprestado pela Prefeitura depende da capacidade de endividamento do Município. As obras e serviços previstos, de acordo com o projeto, fazem parte do Programa Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Urbano e Melhoria da Infra-Estrutura Municipal (Paraná Urbano).
Durante a sessão realizada anteontem, o secretário municipal de Obras, José Righi de Oliveira, explicou aos vereadores que o Município ainda não havia especificado para quais obras seriam destinados aos recursos. Ele alegou que inicialmente era preciso saber qual o montante do empréstimo. Mas os vereadores não se convenceram. O vereador Tercílio Turini (PSDB), um dos autores do substitutivo, diz que se a Câmara aprovar o projeto sem saber detalhes sobre as obras que seriam contempladas seria como dar um cheque branco ao município. O substitutivo prevê que os projetos, antes de encaminhados ao Paraná Urbano, devem passar pela Câmara.
O projeto deu entrada na Câmara no dia 26 do mês passado, tramitou pelas comissões da Casa e ontem foi aprovado em segunda votação. Se passar hoje pela terceira discussão, a matéria será enviado ao prefeito Antonio Belinati (PDT) para sanção.
Outro projeto referente a obras públicas, também de autoria do Executivo, foi aprovado ontem em segunda discussão. É o projeto que estima a receita e fixa a despesa do Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social de Londrina (FDL) para este ano em R$ 4 milhões. Metade dos recursos seria utilizada para a pavimentação asfáltica de quatro bairros. O Fundo, de acordo com o projeto, será formado com recursos que cabem ao Município devido à participação acionária da Sercomtel S/A.


