Câmara pede investigação policial para apurar prejuízo de R$ 40 mil
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quarta-feira, 10 de março de 1999
Cláudio Osti 
O presidente da Câmara Municipal de Londrina, Renato Silvestre Araújo, encaminhou ao delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial pedido de abertura de inquérito por crime de apropriação indébita qualificada. A denúncia é contra os empresários Marco Antônio Felix Zambrana, Luiz Carlos Francisco de Freitas e Márcio Fattori, donos da empresa Easycomp Informática Ltda, que teriam dado um prejuízo à Câmara de aproximadamente R$ 40 mil.
A Easycomp participou e ganhou uma concorrência pública, através de licitação, em julho de 98, para o fornecimento de equipamentos e programas de informática. O contrato, no valor de R$ 86.441,00, foi assinado em 26 de novembro e a empresa se comprometia a fornecer 23 computadores - dois servidores -, um disco HD, 42 licenças para uso do programa antivírus Norton, 42 licenças de uso de cópias do software Windows 98, 42 licenças de uso de cópias do software Word 97, uma cópia full licenciada do software Microsoft Windows NT server, uma cópia full licenciada do software Symantec Nortaon antivírus para Windows NT e um Nobreak.
Segundo um funcionário do departamento de informática da Câmara - ele preferiu não se identificar - boa parte dos equipamentos chegou à Casa fora das especificações da licitação. A empresa levou dois monitores para consertar e nunca mais devolveu e não apresentou a documentação que permitia à Câmara usar os softwares adquiridos.
O contrato também prevê dois anos de garantia para os equipamentos. A empresa se comprometeu a dar assistência técnica preventiva e corretiva, quando necessário, sem qualquer ônus para a Câmara.
Segundo a denúncia apresentada à 10ª SDP, a empresa fechou as portas e seus proprietários desapareceram. Ontem a Folha tentou localizar, por telefone, os donos da Easycomp mas eles não foram encontrados. O inquérito irá tramitar no 4º Distrito Policial.
O assessor Jurídico da Câmara, Antonio Carlos Vianna, disse ontem que, como a empresa recebeu pela totalidade do contrato, mesmo não tendo cumprido o que havia sido acordado, será aberta uma sindicância interna para averiguar o motivo que levou a Câmara a fazer pagamento antecipado, o que, segundo ele, não é comum.
Vianna disse ainda que o contrato com a Easycomp será revogado e a empresa colocada na lista negra, não podendo participar de nenhuma concorrência pública no país. Ele comentou ainda que, se necessário, pedirá a prisão preventiva dos empresários.


