A Câmara de Vereadores de Londrina encaminhou ontem ao prefeito Nedson Micheleti (PT) um pedido de informações sobre os repasses das taxas de combate a incêndio e de vistoria de segurança contra incêndio, recolhidas pelo município para o Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom). Os recursos para o Funrebom viraram alvo de polêmica nesta semana porque um crédito de R$ 8,7 milhões (referente a quase dez anos) ainda não foi repassado.
‘‘Esse é um recurso que tem que ser destinado exclusivamente para o agrupamento do Corpo de Bombeiros. A lei determina que o depósito dos recursos deve ir para uma conta específica, que na época era no Banestado, e para sair somente através de autorização do Conselho que gere o Funrebom. Se o município deve para o Funrebom R$ 8 milhões, onde está esse dinheiro?’’, questionou o presidente da Câmara, Tercílio Turini (PSDB).
Ele se referia ao passivo calculado pelo Executivo, acumulado desde 1994. Em 2001, foram recolhidos cerca de R$ 2,7 milhões pelo município, mas somente R$ 893 mil foram repassados para o fundo. ‘‘Vamos, através desse pedido de informações, saber se o Executivo esclarece e dá todas as informações. Se isso não for suficiente, vamos buscar outras informações, podendo chegar inclusive a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito’’, complementou Turini.
O secretário da Fazenda, Rubens Menoli, disse que irá fazer uma ‘‘análise para ver se era para repassar os recursos imediatamente ou no investimento’’. ‘‘O que eles (vereadores) pedirem, vamos informar. Esses dados constam nos balanços da prefeitura’’, afirmou. Atualmente, estão em andamento na prefeitura, nove processos licitatórios do Funrebom, que contabilizam R$ 350 mil. As licitações são para cobrir gastos com alimentação, conserto e equipamentos dos bombeiros, entre outros

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