Representantes da América Latina Logística (ALL) e da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) estiveram ontem na Comissão Especial da Câmara de Vereadores de Curitiba para justificar as queixas dos moradores com relação ao malha ferroviária que cruza o perímetro urbano da Capital. A gerente de Relações Corporativas da ALL, Silvana Alcântara de Oliveira, foi esclarecer aos integrantes da comissão sobre o sistema de operação da empresa e a respeito dos acidentes ocorridos dentro da cidade.
De acordo com Silvana, a empresa vem investindo na prevenção de acidentes. A implantação de cancelas e campanha de conscientização seriam os dois instrumentos da empresa para evitar batidas e atropelamentos. Desde o começo do ano, a ALL contabiliza 16 atropelamentos e 15 abalroamentos com carros em passagens de nível.
Durante, a reunião os vereadores indagaram a gerente de operações porque a empresa não interrompe os apitos dentro da cidade. Silvano justificou que se houve cancelas nos cruzamentos, esse sistema de alerta seria desativado. Atualmente, está sendo implantado apenas um cancela nos 17 cruzamentos que cortam Curitiba. O custo de cada unidade é de R$ 75 mil.
Na reunião ficou decidido que os vereadores vão solicitar à prefeitura um levantamento das propriedades instaladas nas proximidades da malha ferroviária da Capital. A intenção é saber se há imovéis construídos irregularmente na faixa de domínio da Rede Ferroviária Federal (RFFSA).
‘‘A distância permitida para a construção de imóveis deveria ser de 30 metros, sendo quinze metros de faixa de segurança e outros quinze de área de domínio da operadora de trem’’, afirmou o vereador petista André Passos. No entanto, em diversos trechos da cidade, essa lei, que é de 1979, não foi obedecida. ‘‘Existem propriedades com documentação emitida pela prefeitura que estão ocupando áreas impróprias para habitação’’, acrescentou.
Para o gerente da RFFSA, Paulo Sidney Ferraz, a empresa comunicou diversas vezes o poder público quando haviam ocupações irregulares, pedindo a retirada das invasões.
O vereador Paulo Salamuni (PMDB) disse que, além do levantamento de casas em áreas de domínios, os vereadores pretendem ouvir o diretor do Sindicato dos Engenheiros do Paraná, Raska Rodrigues. O engenheiro vem denunciando que os acidentes ocorridos nos trechos da ALL são frutos da falta de investimentos da empresa.

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