Sid Sauer
A Câmara de Vereadores de Campo Mourão vai consultar 18 entidades e ouvir nove secretários municipais antes de votar o projeto de reforma administrativa elaborado pelo prefeito Tauillo Tezelli (PPS). As entidades e os secretários começam a ser ouvidos segunda-feira e seguem depondo até o dia 16. Com isso, a Câmara descartou a possibilidade de votar a proposta em regime de urgência, como o prefeito havia pedido.
‘‘Estamos sendo muito questionados e precisamos estar bem preparados para colocar o projeto em votação’’, explicou o vereador Sidnei de Souza Jardim (PPS), que preside a Comissão de Legislação e Redação. A iniciativa de ouvir todos os secretários municipais e das entidades partiu da própria bancada que apóia o prefeito, que temia uma repercussão negativa se a proposta fosse votada às pressas. Os vereadores alegam que estão sendo cobrados sobre as extinções das secretarias de Cultura, Esporte, Agricultura e Meio Ambiente.
De acordo com a prefeitura, a reforma vai gerar uma economia anual de cerca de R$ 340 mil. O número de cargos comissionados cai de 97 para 88. Pela proposta, acabam as secretarias de Esporte e de Cultura, com esses setores sendo geridos apenas pelas fundações de Esporte (Fecam) e de Cultura (Fundacam). As secretarias de Obras e de Agricultura e Meio Ambiente viram uma única pasta: Secretaria de Infra-estrutura e Meio Ambiente. Também viram uma só as secretarias de Saúde e do Bem Estar Social, que passa a se chamar Secretaria de Saúde e Ação Social.
A reforma também prevê a unificação das secretarias da Fazenda e da Administração numa única pasta. A Ouvidoria Geral vira Secretaria do Controle, Fiscalização e Ouvidoria, enquanto a atual Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo vira Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Os primeiros secretários a falar para a Câmara, na segunda-feira, serão o coordenador geral, Getúlio Ferrari Júnior, e o assessor de imprensa, Antônio Luiz de Matos.

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