O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), João Rezende, esteve ontem, na Câmara de Vereadores, para explicar os planos de modernização do órgão público para os próximos meses. Ele detalhou iniciativas como o parque tecnológico, o condomínio de cultura ambiental (espécie de área especial para indústrias poluentes) e os cadernos setoriais (que detalham aspectos do mercado londrinense).
Os vereadores, entretanto, concentraram suas perguntas sobre a polêmica mudança de sede da Companhia para o Twin Business Towers, prédio empresarial na avenida Tiradentes (zona oeste), cujo aluguel de dois andares custará mensalmente aos cofres públicos R$ 9.800, quantia considerada alta. ''Está tudo dentro de lei. Estudamos outros seis prédios e optamos por este porque ele nos oferece tudo que precisamos. A Codel tem plena autonomia para isso'', explicou Rezende.
O diretor também argumentou que a administradora do Twin Towers ofereceu uma carência de 75 dias, além da reforma e de parte da estrutura da nova sede, mas os vereadores não se contentaram. ''Não se questiona a legalidade da mudança, mas ela nos parece imoral, uma má-versação do dinheiro público'', criticou Sidney de Souza (PTB).
''Essa é uma acusação grave. Os valores estão dentro do orçamento e a mudança é absolutamente necessária'', respondeu Rezende. O diretor argumentou que o Plano de Demissão Voluntária (PDV) empreendido no Terminal Rodoviário foi feito sem nenhuma pressão, e que a saída de 18 funcionários já teria proporcionado uma economia de 20% na folha de pagamento.
''É difícil de acreditar que 18 pessoas tenham desistido tão facilmente de seus empregos num momento em que o desemprego na cidade está tão alto'', ironizou Souza.

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