A Câmara Municipal de Londrina rejeitou ontem o projeto de lei que propunha a diminuição, em 100 metros, da distância mínima de 400 metros estabelecida para a construção de postos de combustíveis em terrenos próximos a escolas, creches e igrejas. Durante a sessão, o vereador Valdemir Araújo (PMN), autor do projeto, apresentou um substitutivo que diminuiria a distância para 250 metros, que também foi rejeitado.
O presidente da Comissão de Justiça da Câmara, vereador Antenor Ribeiro (PPB), emitiu parecer favorável ao substitutivo. ‘‘O poder executivo já propôs a eliminação de qualquer distância, porque estava encontrando dificuldades em encontrar terrenos para obras públicas nos bairros’’, ressaltou.
Dez veradores votaram contra e oito se colocaram a favor da mudança. Apesar da posição assumida pela maioria, Araújo afirmou que continuava sendo favorável. ‘‘Se já existem postos próximos de escolas e nunca houve problemas, não vejo porque não aprovar a lei’’, explicou.
A vereadora Elza Correia (PMDB) votou contra a mudança e usou da palavra para justificar sua posição. ‘‘Se Londrina tem construções irregulares, cabe a nós corrigí-las e não referendá-las’’, disse.
Também contrário à aprovação da lei, o vereador Carlos Kita (PSDB) lembrou que muitos postos foram construídos perto de escolas através de liminares. ‘‘Quando o executivo aprovou estes projetos, deveria pensar que estaria colocando em risco a vida de muitas pessoas’’, comentou.

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