Câmara levanta situação de terrenos doados desde 62
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de agosto de 1997
Da Redação 
A Câmara Municipal está querendo saber da situação de todos os terrenos doados a título de concessão e permissão, desde 1962. E também daqueles declarados de utilidade pública, a partir de 1976, e que foram desapropriados. Duas comissões, formadas ao todo por dez vereadores, estão trabalhando no projeto: a Comissão Especial de Inquérito, presidida por Sidney de Souza (PST) e a Comissão Suprapartidária, que reúne vários vereadores.
Sidney de Souza diz que o objetivo da avaliação - ainda sem data para terminar - é saber se os terrenos mantêm os mesmos objetivos a que foram condicionados na época da doação ou permissão. Ele cita, por exemplo, que em alguns casos foram dados tempo de carência mínimo, ou seja, o beneficiário não poderia vender antes de determinado período; em outros casos, a doação ou permissão foi feita para que no local se desenvolvesse determinado tipo de atividade.
No caso das desapropriações, a Câmara está preocupada também se a destinação de cada caso foi mantida. Muitos deles foram declarados de utilidade pública para que fossem criados conjuntos habitacionais, alargamento de ruas, estação de tratamento de esgoto, entre outros. A justificativa para a desapropriação é o benefício social à comunidade, e é isso que queremos observar, diz Souza.
O vereador explica que, nos casos em que forem encontradas irregularidades, a Câmara vai sugerir à Prefeitura que cancele o negócio, pedindo o terreno de volta. No caso do Executivo não tomar providências, ele diz, o pedido vai direto ao Ministério Público. Ele lembra que quando se trata de bem público não existe prescrição ou mesmo o benefício do usucapião.


