Arquivo FolhaFuligemA usina, no jardim Itapoá: líder do prefeito defende extinção da autarquia e terceirização do serviço Uma queda de energia impediu que os vereadores decidissem ontem o destino da usina da Autarquia dos Serviços de Pavimentação de Londrina (Pavilon). A Câmara ficou sem luz às 19 horas e, depois de 15 minutos de espera, a sessão foi suspensa.
Os vereadores discutiam projeto do Executivo que dá mais 24 meses de prazo para que o Pavilon saia do jardim Itapoá (zona sul). O prazo para transferência da usina acaba hoje, segundo projeto aprovado em outubro do ano passado e sancionado pelo então prefeito Luiz Eduardo Cheida. O novo prazo para transferência só deve voltar à pauta na próxima sessão - segunda-feira.
O pedido de transferência do Pavilon partiu da comunidade de bairros da zona sul, que não suporta mais a poluição e a sujeira provocadas pela fuligem. Os moradores reclamam também de problemas de saúde provocados pelo pó fino. A questão vem se arrastando há anos.
A luz acabou na Câmara quando os vereadores chegavam à metade da pauta do dia. Naquele momento, o vereador Tercílio Turini (PSDB) propunha um substitutivo com um prazo de seis meses para que a Prefeitura se decida sobre o destino da autarquia. É que a Prefeitura ainda não sabe se o Pavilon continuará existindo.
Segundo o líder do prefeito na Câmara, vereador Renato Araújo (PPB), o destino mais provável para o Pavilon é a extinção. Com isso, os serviços prestados pela autarquia seriam terceirizados e os cerca de 40 funcionários absorvidos pela Secretaria Municipal de Obras. A possibilidade está sendo estudada por técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) e pelas secretarias de Obras e Administração.
Araújo afirma que atualmente o Pavilon é responsável por apenas 20% dos serviços de pavimentação na Cidade. ‘‘O Pavilon fica com as operações tapa-buraco e recapeamento de ruas. Os serviços grandes são feitos por terceiros.’’ Diante disso, Araújo afirma que a extinção é mais viável. ‘‘Os equipamentos atuais estão apodrecendo e não poderiam ser reaproveitados numa nova usina’’, ele acredita.
O preço da transferência, segundo Araújo, é um dos motivos pelos quais a Prefeitura está pedindo 24 meses para resolver a questão. ‘‘Atualmente não existem condições financeiras para se adquirir nova usina.’’
Outro problema, de acordo com o vereador, é a rejeição dos moradores. Ele chegou a comparar o caso com a polêmica em torno da localização da Cadeia Pública de Londrina. ‘‘Ninguém quer o Pavilon por perto.’’

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