Um projeto que institui a Zona Azul Noturna em Londrina tramita na Câmara de Vereadores. A proposta é do vereador Félix Ribeiro (PPS) e, de acordo com a matéria, o estacionamento pago nas vias funcionaria das 18 às 8 horas, só poderiam trabalhar maiores de 18 anos e todo o valor arrecadado seria aplicado na assistência social.
Segundo o vereador, o objetivo principal do projeto é contribuir com a segurança na cidade. ‘‘Junto com os guardadores de carros (flanelinhas) há muitas pessoas mal-intencionadas’’, observou. ‘‘Com a regulamentação eles teriam uma maior segurança e poderiam se inscrever para realizar o trabalho. A população teria um serviço de melhor qualidade.’’
O projeto determina que a fiscalização e administração ficará a cargo da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e os recursos serão distribuídos para as entidades que mais precisam, através da Secretaria de Ação Social. A proposta é que a escolha da entidade para executar o serviço seja feita por meio de licitação.
Ribeiro explicou que, segundo o projeto, os moradores das ruas onde será instituída a Zona Azul terão uma credencial emitida pela CMTU que os isentará do pagamento da taxa. O valor não foi definido na proposta, mas não será barato. ‘‘Nós estamos propondo que a entidade que ficar com o serviço se responsabilize por furtos, roubos ou qualquer dano que o veículo venha a sofrer. Isso seria ressarcido através de um convênio com seguradoras. Por isso talvez o serviço seja mais caro.’’
O presidente da CMTU, Wilson Sella, disse que não tinha opinião formada porque ainda não havia visto o projeto. Mas disse que talvez a denominação não fosse adequada pelo fato da Zona Azul ter a função de regulamentar o uso do espaço público para estacionamento.
O técnico em eletrônica Lucinaldo Catucã não concorda com a Zona Azul Noturna. ‘‘Não funciona nem de dia quanto mais à noite. Se alguém rouba o carro nós não somos ressarcidos. Se for para pagar mais caro prefiro pagar um estacionamento’’, afirmou.
Adirley Pio Nonino, comerciante, é favorável ao projeto. ‘‘Se vamos pagar, que seja para um entidade organizada’’, observou. ‘‘Pelos menos sabemos para onde vai o dinheiro. É bem melhor do que pagar para qualquer um.’’
O projeto deve entrar na pauta de votações na próxima semana.

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