Câmara doa áreas no valor de R$ 500 mil
Mauricio Della Barba
De Londrina
A Câmara de Vereadores aprovou ontem a doação de quatro áreas para a construção de três indústrias e da sede de uma entidade assistencial em Londrina. A área total a ser doada é de mais de 120 mil metros quadrados e está avaliada em torno de R$ 500 mil.
A maior área doada, de 77.479 metros quadrados, será destinada à construção da Companhia Norte Paranaense de Bebidas Ltda, fabricante das aguardentes Oncinha e Teleco-Teco, das cervejas Spoller e Kilmer, além de refrigerantes. O terreno, avaliado em R$ 130 mil, está localizado na região sul da cidade e as obras de construção devem ser iniciadas no prazo de seis meses. A previsão de conclusão é de dois anos. O valor total dos investimentos será da ordem de R$ 16 milhões até o ano 2002.
O proposta de doação foi analisada pela Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A unidade deve gerar cerca de 250 empregos diretos, sendo que 90% das vagas são garantidas para londrinenses, disse o presidente da Codel, Farage Kouri.
Ele revelou que, no primeiro ano de funcionamento, a fábrica deverá faturar R$ 25 milhões, passando para R$ 50 milhões no segundo ano. Kouri calcula ainda que a unidade deva recolher R$ 10 milhões só de ICMS por ano.
Já o projeto de doação do terreno de 39.642 metros quadrados para a empresa Hussman Fast Frio, indústria especializada em refrigeração industrial, teve apenas um voto contra, a da vereadora Elza Correia (PMDB).
Segundo ela, há suspeitas de que o terreno tenha sido superfaturado. Acredito que uma empresa que pretende investir R$ 15 milhões na construção de uma fábrica, tem condições suficientes para comprar um terreno de R$ 300 mil, disse a vereadora.
As outras duas áreas doadas pela Câmara são para a instalação da Indústria de Móveis e Estofados Antônio dos Santos Corrêa Ltda e para a Associação Flávia Cristina. O terreno da fábrica de móveis fica no Parque Industrial José Belinati, tem 1.021 m2 e foi avaliado em R$ 18 mil. Já a área da Associação, que atende cerca de 45 crianças deficientes físicas e mentais, tem 3.113 m2 e servirá para a construção da sede própria.
O terreno é um passo para frente. Agora temos que lutar para construir nossa sede, sair do aluguel e atender mais crianças, disse Gelta Cristiane de Alencar Saccon, diretora da Associação Flávia Cristina.Projetos que beneficiam três indústrias e uma entidade assistencial foram aprovados ontem pelos vereadores de Londrina
Mário CesarPRESSÃOPessoas beneficiadas pela Associação Flávia Cristina lotaram as galerias da Câmara: doação de terrenoMário CesarMães com as crianças que recebem atendimento prestado pela entidade assistencial: luta para construir sede





