O projeto de lei que proíbe a venda de a sublocação de boxes do Shopping Popular de Londrina foi debatido ontem, durante reunião da Câmara de Vereadores. O presidente da ONG Canaã, que representa os camelôs, Rogério Gonsales do Nascimento, sugeriu que fosse incluída uma emenda que permita uma única transferência para terceiros.
''Sabemos de pessoas (sem conseguir definir a quantidade) que estão com o crédito cortado e necessitam da transferência para darem continuidade aos seus negócios'', argumentou Nascimento. O autor do projeto, o presidente do Legislativo, Orlando Bonilha (sem partido), porém, adiantou que não pretende incluir a emenda.
Hoje, o Shopping Popular completa um mês de funcionamento. Lá atuam 316 camelôs que antes trabalham nas avenidas São Paulo e Leste-Oeste, na área central. Recentemente, vieram à tona especulações de que boxes estariam sendo vendidos por cerca de R$ 10 mil ou sublocados por R$ 200,00 mensais.
Ontem, na Câmara, a questão foi bastante debatida entre Bonilha, Nascimento, o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, e a presidente da Associação dos Camelôs de Londrina, Cleusa Maria da Silva. De acordo com o projeto de Bonilha, a transferência de alvarás deve aconrecer apenas entre pais e filhos ou marido e mulher.
Em caso de desistência, a transferência deverá ser avaliada pela CMTU. Fora a desistência, o falecimento do comerciante, sua aposentadoria e doença que o incapacite para o trabalho por mais de 90 dias consecutivos também poderão ser levados em consideração para a transferência.
A presidente da Acal defendeu a regularização do setor. ''Não podemos deixar que isso vire um mercado livre. Seria muito ruim para o setor'', argumentou. Ela acrescentou que, embora a localização propicie mais conforto, os comerciantes do segundo piso estão sendo prejudicados, já que os consumidores não vão para aquele andar.
Sella afirmou que no prazo máximo de 15 dias o assunto voltará a ser discutido por uma comissão formada por integrantes da CMTU, Câmara e ONGs. No dia 18 de fevereiro, o projeto entra em regime de urgência na primeira sessão ordinária do ano.

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