Conselho Municipal de Sa© úde, vereadores, representantes do Executivo e de outros setores da saúde devem se reunir na sexta-feira para discutir a situação do Hospital Evangélico (HE) de Londrina. O hospital passa por uma crise financeira e demitiu, desde janeiro, segundo o Sindicato dos Empregados do setor (SinSaúde), mais de 100 funcionários.
Ontem à tarde, o assunto tomou boa parte da sessão da Câmara, de onde surgiu a iniciativa do encontro. ''Eles estão reduzindo o número de funcionários e os que ficam estão sobrecarregados'', relatou a presidente do SindSaúde, Ana Maria Cruz. Ela também afirma que parte dos demitidos está sem receber o acerto.
Segundo ela, a nova direção do hospital, que tomou posse há três semanas, já sinalizou a possibilidade de fechar a instituição caso não ocorra equilíbrio nas contas. ''Londrina tem três grandes hospitais que trabalham no limite da capacidade se qualquer um deles reduzir leitos ou fechar vai se instalar um caos'', afirma o vereador Tercílio Turini (PSDB).
A gestora administrativa do HE, Marisa Ferracini, avaliou positivamente a iniciativa. ''Nós estamos no meio de uma crise que não é só do hospital, mas de todo país. Estamos administrando diariamente os problemas e esperamos contar com a comunidade.'' O HE não informou o montante da dívida. Com relação ao acerto dos funcionários, Marisa afirmou que o HE está dentro do prazo legal para o pagamento.

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