Câmara discute regumentação de flanelinhas
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sexta-feira, 10 de maio de 2002
Célia Guerra <br>Reportagem Local 
Atualmente 289 guardadores de carros (flanelinhas) trabalham com pontos fixos em Londrina. Os dados foram colhidos durante uma pesquisa informal realizada na semana passada pelo sociólogo e professor da rede pública Arthur Apostolo de Oliveira Netto. O número foi apresentado ontem na Câmara de Vereadores, durante a reunião coordenada pelo vereador Félix Ribeiro (PPS), para discutir a possível regulamentação do serviço. Participaram do encontro, entre outros, representantes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar), Polícia Militar e associações de moradores.
O número de flanelinhas, segundo o professor, se eleva quando ocorrem grandes eventos e pessoas de municípios da região vêm trabalhar em Londrina. Oliveira Netto realizou o levantamento durante oito dias em diversos pontos da cidade, com o objetivo de auxiliar na organização do serviço. Ele soube da proposta de Ribeiro em uma matéria publicada pela Folha, no mês passado.
Há cerca de 15 dias, o vereador protocolou na Câmara um projeto de lei que institui a Zona Azul Noturna. Pela proposta, o serviço funcionaria das 18 às 8 horas, só poderiam trabalhar maiores de 18 anos e todo o valor arrecadado seria aplicado na assistência social. Depois da polêmica levantada sobre o assunto, ele preferiu ampliar a discussão com a sociedade.
O município, segundo o assessor técnico da diretoria de Trânsito da CMTU, César Cassis, não possui uma pesquisa oficial do número de guardadores de carros. O órgão, afirmou, se preocupa com a organização dos flanelinhas, já que a polícia não tem condições para fiscalizar a ação deles. Ele citou como exemplo a organização dos mototaxistas, que melhorou a qualidade do serviço prestado.
A organização de uma associação também é apoiada pela PM. Ela facilitaria a ação da polícia, opinou o subcomandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, major Devaldir Amadei. Com uma associação organizada, a PM teria a identificação dos guardadores e poderia também fazer parte do processo de formação dessas pessoas. Eles poderiam nos informar das ocorrências e da presença de suspeitos. O major admitiu não saber como legalizar o serviço. Existem aspectos jurídicos que não podem ser desprezados.
Na próxima semana, o vereador pretende realizar uma nova reunião, desta vez, com representantes dos flanelinhas.


