A criação de uma empresa pública municipal para tratar da água e esgoto em Londrina foi proposta pelo presidente da Câmara de Vereadores, Orlando Bonilha (PL), e pelo vereador Henrique Barros (PDT). Eles são os autores do projeto que cria a Londriágua Companhia Municipal de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental S.A., que está sendo analisado pela Comissão de Justiça da Casa.
A municipalização do serviço de água e esgoto em Londrina está em discussão porque no fim do ano vence o contrato da prefeitura com a Sanepar, responsável pelo serviço há 30 anos. A princípio, o projeto seria inconstitucional, já que a prerrogativa de apresentá-lo seria do prefeito Nedson Micheleti (PT). Bonilha justificou o projeto afirmando que quando o prefeito quiser implantar o serviço, já terá autorização do Legislativo. ''Estou tomando todos os cuidados para que o projeto seja aprovado'', afirmou. Depois de passar pelas comissões, o projeto será incluído na pauta de votações.
Entre os benefícios que a cidade teria, Bonilha destacou uma queda no custo do serviço. ''Londrina tem água 70% mais cara que Ibiporã'', apontou. Ele também afirmou que os recursos vindos deste serviço ficariam no próprio município podendo ser utilizado para investimentos no setor.
Além do serviço de água e esgoto, o projeto prevê também a municipalização dos serviços de varrição, coleta e tratamento do lixo sólido e industrial, que este ano estão sendo feitos por três empresas que ganharam a concorrência. As empresas Fossil, Ecosystem e Paviservice têm contrato com a prefeitura até 2005 para tratar do lixo da cidade. As empresas substituem a Vega, que executiu o serviço durante 20 anos.
Micheleti informou, através de sua assessoria de imprensa, que não tem conhecimento do projeto. Ele preferiu analisar o conteúdo antes de emitir uma opinião.

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