Câmara desafia prefeitura e promulga lei pró-camelôs
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sábado, 04 de janeiro de 2003
Sid Sauer<br> Equipe da Folha 
Campo Mourão O presidente da Câmara de Vereadores de Campo Mourão, Izael Skowronski (PPS), promulgou a lei que permite a instalação de barracas de camelôs em alguns pontos da área central. A promulgação teve que ser feita pela Câmara porque o prefeito Tauillo Tezelli (PPS) se recusou a sancioná-la. Izael disse que, pela Lei Orgânica, era obrigado a realizar a promulgação.
Aprovada após pressão dos camelôs, expulsos do centro em julho, a lei assegura ''pelo menos um'' de três locais centrais para a instalação de barracas. Um deles fica entre a praça Getúlio Vargas e a rodoviária velha, outro entre o Colégio Santa Cruz e a Telepar e o terceiro no térreo do antigo terminal rodoviário. Para a instalação dos camelôs, porém, ainda falta a regulamentação da lei, o que deve sair em 90 dias.
A prefeitura já sinalizou que não vai permitir a volta das barracas à área central. Uma das saídas seria negar o alvará para o trabalho dos camelôs. Além disso, a praça e a rodoviária velha já têm prontos projetos de revitalização. O terminal será transformado num espaço cultural. Tezelli vetou a lei sob a alegação de que a proposta era de difícil aplicação e que era uma afronta ao comércio legalmente instituído.
A guerra entre a prefeitura e os camelôs começou em julho. Sem aviso, a Secretaria de Controle e Fiscalização fechou dez barracas que funcionavam no calçadão e nas praças São José e Getúlio Vargas. Algumas delas existiam há mais de 20 anos. Os camelôs não aceitaram a proposta de se instalar no Mercado Municipal. Hoje, parte deles está em terrenos ociosos ou foi transformado em comércio formal.


