O complexo médico-hospitalar municipal que está em construção no Centro de Londrina, conhecido como Pronto Atendimento Infantil (PAI), será denominado Doutor Antônio Marcos Arnulf Fraga, em homenagem ao médico urologista e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) falecido em julho último. Esta definição ocorreu na sessão de ontem da Câmara, quando 12 vereadores rejeitaram o veto do prefeito Antonio Belinati (sem partido) ao projeto de lei, aprovado em 15 de setembro, nomeando o PAI em homenagem ao professor da UEL.
O prefeito havia vetado o projeto de lei alegando que o PAI - uma das promessas de campanha de Belinati e que deve entrar em funcionamento no dia 24 de dezembro - faz parte do Complexo Integrado de Atendimento à Saúde (Cias) que compreende ainda o Centro de Saúde José Belinati e o Laboratório de Análises Clínicas (Centrolab). Na justificativa do veto, há o argumento de que este conjunto de órgãos que pertencem ao Cias foi denominado, por decreto assinado pelo prefeito no dia 14 de setembro, como Complexo Integrado de Atenção à Saúde José Belinati.
Com a derrubada do veto pelos vereadores, o projeto de lei será agora promulgado a pedido da mesa diretiva da Câmara, que também comunicará ao Executivo o resultado da votação. Caso o Executivo insista em não acatar a promulgação da lei - que nasceu de projeto apresentado por nove vereadores e foi aprovada por unanimidade -, ele terá que recorrer à Justiça.
O vereador Tercílio Turini (PSDB), um dos autores do projeto de lei, afirmou na sessão de ontem que estava bastante constrangido em discutir a questão. ‘‘Esta polêmica envolvendo escolha de nomes é muito delicada, até porque a família do homenageado pelo nosso projeto não pediu nada. A iniciativa partiu de um grupo de médicos amigos do doutor Antônio Fraga, que prestou grandes e importantes serviços a Londrina e merece a homenagem.’’
Nascido em Assis (SP) em 1943, Antônio Marcos Fraga formou-se em medicina pela Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, em 68. Em 1971, ele já era professor da UEL, quando participou da equipe que realizou o primeiro transplante renal do Estado. Ele foi casado com Sonia Maria Fraga - com quem teve três filhos -, médico do Hospital Evangélico e diretor da Associação Médica de Londrina de 82 a 96.

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