Milton DóriaComodidadeGleysson Loures e o passageiro Bezerra: com preços que variam de R$ 2 a 3 por corrida, novo serviço está conquistando clientesA Companhia Municipal de Urbanismo (Comurb) pretende entregar até o final do mês para a Câmara de Vereadores, parecer técnico sobre o trabalho das empresas de moto-táxi. Só com este documento em mãos os vereadores poderão votar o projeto de lei que cria o serviço na Cidade.
O autor do projeto, vereador Célio Guergoletto (PMDB), diz que a Comissão de Justiça da Câmara já concedeu parecer favorável. As outras comissões - Consumidor, Saúde e Segurança - resolveram acolher a decisão do plenário, informa Guergoletto. Segundo ele, agora só falta o parecer da Comurb para que o projeto volte a ser discutido.
Conforme a assessoria de imprensa da Comurb, a companhia está estudando a viabilidade do serviço sob o ponto de vista técnico e jurídico. Ele explica que os técnicos estão fazendo um levantando das experiências deste tipo implantadas em outras cidades brasileiras, como Apucarana e Curitiba.
A Comurb também está ouvindo entidades ligadas ao transporte público e ao trânsito reconhecidas nacionalmente e estudando a fundo o Código Nacional de Trânsito.
Uma coisa a Companhia já sabe. Caso o projeto seja aprovado pela Câmara, as motocicletas terão que usar um taxímetro. É que o Código de Trânsito exige, para cidades com mais de 100 mil habitantes, que os veículos de transporte individual de passageiros tenham taxímetro.
Atualmente, as quatro empresas de moto-táxi de Londrina estão trabalhando graças a uma liminar concedida pela Justiça. Só que, enquanto a situação não se define, esquenta a briga entre os taxistas convencionais e os motoqueiros. O Sindicato dos Taxistas Rodoviários Autônomos de Londrina já se manifestou contrário à iniciativa dos motoqueiros.
Uma das principais acusações do presidente da entidade, João Lopes de Oliveira, 53 anos, é a imprudência dos motoqueiros, a falta de segurança do veículo e também a falta de higiene - vários passageiros usam o mesmo capacete.
Mas o que deixa o presidente João Lopes de Oliveira mais irritado é que a população está abrindo mão do conforto dos táxis convencionais e aderindo ao preço mais baixo das motos. ‘‘Eles estão tirando o nosso ganha-pão’’, reclama João de Oliveira.
Segundo o presidente do Sindicato, o movimento no período da noite caiu bastante depois que as motos-táxi começaram a circular pela Cidade em fevereiro deste ano. Ele comenta o que considera uma traição: um cliente fiel foi visto outro dia na garupa de um motoqueiro taxista.
O proprietário da Moto-Táxi Londrina, Gleysson Suenson Loures, 30 anos, não acredita que as motocicletas estão roubando mercado dos táxis convencionais. ‘‘A maioria dos nossos clientes são pessoas de baixa renda, de bairros da periferia, como Ernani Moura Lima (zona leste), parque Ouro Branco (zona sul) e Cafezal (zona sul). São pessoas que não têm dinheiro para gastar com táxi comum.’’
Ele diz que a cada dia aumenta ainda mais o número de pessoas que usam o moto-táxi. A sua empresa tem 22 motoqueiros que fazem entre 200 e 280 corridas por dia. ‘‘Se a lei não for aprovada pela Câmara de Vereadores, os londrinenses é que vão perder.’’
Entre as empresas entrevistadas, o preço da corrida é o mesmo: R$ 2,00 das 7 às 21 horas e R$ 3,00 das 21 horas às 7 horas. Aos sábados, a partir das 12 horas, domingos e feriados, R$ 3. Em uma das empresas, varia apenas o horário de alteração do preço.

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