Câmara decide hoje sobre voto de repúdio a Giovani Gionédis
Osmani Costa
De Londrina
Esta atitude é de um total desrespeito à população de Londrina e das cidades da região. O governador deveria demitir imediatamente este tipo de secretário, ou então vir a público dizer que concorda com o absurdo que ele afirmou aqui. Esta é a opinião do médico e vereador Tercílio Turini (PSDB) sobre o secretário estadual de Fazenda, Giovani Gionédis, que na última sexta-feira declarou na cidade que as obras de reforma e ampliação do Hospital Universitário (HU) não são prioridade para o governo.
Gionédis disse ainda que o Estado não possui verbas para as obras, que deveriam ser realizadas com recursos próprios da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O hospital está vinculado à UEL. As universidades não se dizem autônomas? Se gerenciarem bem seus recursos terão dinheiro suficiente para suas necessidades, comentou o secretário.
Turini adiantou que apoiará, na sessão de hoje da Câmara, a proposta de voto de repúdio a Gionédis que será apresentada pelo vereador Salvador Francisco (PSB). A declaração do secretário foi lastimável. Além do governo aplicar apenas 2,5% do orçamento com a saúde pública, o que é muito pouco, agora passa a desrespeitar a população também com declarações descabidas, ressaltou Turini.
O superintendente do HU, Cláudio Camacho, também considerou muito ruim e preocupante as declarações de Gionédis. É muito grave esta posição do secretário de Fazenda, porque nesta quinta-feira completa um ano que o governador Lerner assinou aqui em Londrina às vésperas da reeleição um termo de compromisso do repasse de verbas para as obras, lembrou Camacho.
Pelo termo de compromisso, o Estado repassaria até o final do ano passado o primeiro R$ 1 milhão, para o início da reforma e ampliação. O projeto, orçado em R$ 7,5 milhões, prevê a ampliação do número de leitos de 290 para 450. Em 1996, estavam previstos no Orçamento do Estado R$ 30 milhões. O dinheiro não veio. Enxugamos o projeto, o readequamos à capacidade do Estado. Até hoje, não recebemos um centavo. Esperamos que o governador ainda cumpra com o compromisso assumido e assinado publicamente, disse o superintendente do HU.
O reitor da UEL, Jackson Proença Testa, afirmou que o termo de autonomia da UEL, assinado em março deste ano, não prevê recursos destinados às obras do HU. O dinheiro que vem do governo R$ 105 milhões no próximo ano é só para o pagamento do pessoal. A UEL só poderá assumir as obras caso haja uma suplementação orçamentária específica para este fim, comentou Testa.
A assessoria da vice-governadora Emília Belinati (PTB) informou que ela conversou com o governador Jaime Lerner (PFL), na manhã de ontem, sobre o assunto. Lerner reafirmou o compromisso de liberar as verbas necessárias à reforma do HU, mas não definiu a data em que isto acontecerá.





