Câmara decide hoje destino do aterro
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domingo, 28 de junho de 1998
Karla Matida 
Arquivo FolhaAguardandoAdalberto Pereira, presidente da Câmara: Só vamos saber hoje se haverá sessões extraordinárias A Câmara de Vereadores de Londrina se reúne hoje para a última sessão ordinária do primeiro semestre de 98. Na pauta de votações, dois projetos têm destaque e podem causar polêmica. O primeiro deles é o que autoriza a prefeitura a doar o aterro do Lago Igapó 2 (região central) à iniciativa privada. A área tem cerca de 80 mil metros quadrados. O segundo, é a votação dos cinco projetos que constituem o Plano Diretor.
Segundo o presidente da Câmara, Adalberto Pereira da Silva (PFL), ainda não foram requeridas sessões extraordinárias, para as quais os vereadores não recebem ganhos extras. Nós só vamos saber isso durante a sessão de amanhã (hoje), disse Adalberto.
O projeto do aterro do Lago Igapó 2 entra hoje em última votação após ter sido aprovado na sessão da Câmara de quinta-feira passada. O projeto, de autoria do Executivo, não estava previsto e entrou na pauta em regime de urgência. Se for novamente aprovado hoje, a projeto dará autorização à Prefeitura para repassar a área para a iniciativa privada, para que seja construído um empreendimento voltado para o lazer, esporte, turismo, a cultura, arte, o comércio e os serviços.
Na última sexta-feira, a promotora de Defesa do Meio Ambiente, Maria Lúcia Reichenbach, solicitou uma avaliação do local ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP). De acordo com o chefe regional do IAP, Nelson Santos Pereira, não está descartada a idéia da construção, mas ainda é necessário um estudo detalhado do local. A polêmica sobre a área não é recente. Começou quando foi autorizado o aterro da área, em 84, na gestão do prefeito Wilson Moreira. Na época, o objetivo já era o de construir uma área de lazer.
Também é aguardada com grande expectativa a votação do Plano Diretor de Londrina, que foi encaminhado para a Câmara em dezembro de 95, e espera por uma solução há dois anos e meio. O Plano Diretor em vigência na cidade é de 1969, quando Londrina ainda não tinha 300 mil habitantes. O ideal é que o plano seja revisado a cada cinco anos e substituído a cada dez anos.
O Plano Diretor que deve entrar em votação hoje é composto por cinco projetos de lei, que incluem a instituição do plano, o parcelamento do solo para fins urbanos, a definição da zona urbana e zona de expansão urbana, o uso e ocupação do solo na zona urbana e de expansão e, por fim, estabelece critérios para concepção do sistema viário da cidade.
No último dia 15, o Plano Diretor saiu da pauta de votações da Câmara a pedido do vereador Renato Araújo (PPB), líder do prefeito Antônio Belinati na Câmara. O Plano Diretor recebeu 12 emendas.


