Emerson Cervi
De Curitiba
Os vereadores de Ponta Grossa instalaram ontem, em sessão extraordinária, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Camelôs. A Comissão vai investigar denúncias de venda irregular de espaços no camelódromo da cidade pela direção da Associação dos Vendedores Ambulantes de Ponta Grossa. Também há suspeitas da participação de funcionários da prefeitura nas irregularidades. O presidente da Câmara convocou os líderes de bancadas para uma reunião amanhã, às 17h, quando serão indicados os cinco integrantes da CPI.
O autor da proposta, vereador Gerveson Tramomtim Silveira (PT), será o indicado do PT para integrar a CPI. Ele defende a convocação do diretor do Departamento de Urbanismo, Oscar Chaves Pereira, responsável pelas autorizações de uso de espaços no camelódromo, para depor. ‘‘Queremos saber até onde a prefeitura sabia sobre a venda de espaços pela associação ou favorecimentos pessoais’’, afirmou ontem, durante a sessão. Todos os camelôs devem ser convocados.
As denúncias de ilegalidades partiram de um grupo de camelôs liderado pelo ex-presidente da Associação de Vendedores Ambulantes, Cícero Pereira de Souza. Eles gravaram diálogos entre a presidente da Associação, Diva de Oliveira, e pessoas que estariam comprando espaços por até R$ 5 mil. A lei municipal que regulamenta o comércio ambulante na praça João Pessoa proíbe a comercialização ou aluguel de espaços. As suspeitas de irregularidades recaem sobre 18 dos 138 espaços no camelódromo.
O prefeito de Ponta Grossa, Jocelito Canto (PSDB), disse ontem que não tem nenhuma restrição à CPI. ‘‘Uma das funções dos vereadores é a fiscalização e tenho certeza que nenhum funcionário da prefeitura está envolvido em venda irregular de espaços no camelódromo’’.

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