A Câmara de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, ameaça romper o contrato de concessão da Sanepar, que vence em 2009, para evitar que parte da população receba água da barragem do Iraí. Os moradores não querem ser abastecidos pela reserva, que sofre com a proliferação de algas desde o início do ano.

Na noite de quarta-feira, cerca de 400 pessoas participaram de uma audiência pública para definir ações contra o projeto da Sanepar, que a partir de dezembro vai destinar água do Iraí para suprir 25% da demanda do município.

Antes de tomar qualquer atitude, os vereadores aguardam a votação do projeto de lei estabelecendo que a concessão da água saia do poder dos municípios e passe ao controle do Estado. ''Se for aprovado, ficamos de mãos atadas. O que poderemos fazer é entrar na Justiça com uma ação de inconstitucionalidade, o que muitos municípios devem fazer também'', afirmou o presidente da Câmara, Gabriel Samaha (PPS). O projeto deve ser votado em Brasília na próxima semana.

A partir de dezembro, a água da barragem do Iraí vai se juntar à produzida pelo sistema Caiuguava/Carvalho, que já abastece Piraquara. Segundo a Sanepar, o sistema atual já não é suficiente para a demanda e vários bairros que ficam em regiões elevadas sofrem falta de água principalmente nos meses de verão. A água do Iraí levada à Piraquara passará por uma nova estação de tratamento que está em fase de conclusão.

Segundo a assessoria de imprensa, a Sanepar não vai se pronunciar sobre hipóteses.

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