Câmara de Londrina derruba mais cinco vetos de Nedson
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de agosto de 2001
Silvana Leão<BR>De Londrina 
Grande parte da sessão da Câmara de Londrina ontem foi destinada a discutir vetos do prefeito Nedson Micheleti (PT) a projetos de lei aprovados pelos vereadores. Dos nove vetos que integraram a pauta de discussão, três foram retirados de pauta, um foi mantido e cinco rejeitados. Entre os projetos mais polêmicos estava o que trata do pagamento de auxílio-alimentação aos servidores inativos e pensionistas da administração municipal. O veto foi derrubado com a corcondância dos 19 vereadores presentes à sessão, sob aplausos de vários aposentados que acupavam a galeria da Câmara.
Segundo o presidente da Associação dos Aposentados da Prefeitura, Mauro Lúcio de Oliveira, o pagamento dos 1,5 mil servidores inativos representa aproximadamente R$ 140 mil na folha de pagamento do município. O projeto de lei, de autoria do Executivo, foi aprovado pelos vereadores na forma de substitutivo que altera os valores do auxílio, previstos originalmente numa lei de 1998. A procuradoria jurídica do município entendeu que os acréscimos são ilegais e sugeriu o veto do prefeito.
Outro veto polêmico rejeitado ontem pelos vereadores foi o do projeto de lei estabelecendo que a taxa para autorização de expedição de certificado de condutor de mototáxi somente será cobrado a partir do exercício financeiro de 2002. Com o veto, a intenção do Executivo era que a taxa anual de R$ 85,00 começasse a ser paga já este ano. Apenas o vereador André Vargas (PT), líder de Nedson na Câmara, votou favoravelmente ao veto. Além de duas abstenções, 16 votaram pela rejeição e dois vereadores estavam ausentes.
O grande número de vetos do prefeito a projetos votados pela Câmara foi bastante comentado pelos vereadores. Alguns dos vetos foram rejeitados inclusive pela bancada governista. O vereador André Vargas admite que está faltando articulação entre Legislativo e Executivo, mas acredita que no segundo semestre a situação vai mudar.


