Câmara de Foz aprova extinção de 384 cargos
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sexta-feira, 11 de julho de 2003
Alexandre Palmar<br>Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu Trezentos e oitenta e quatro cargos de setor da saúde de Foz do Iguaçu serão extintos a pedido do prefeito Sâmis da Silva (PMDB). O projeto de lei foi aprovado em segunda e última votação anteontem à noite durante sessão extraordinária da Câmara Municipal. A medida depende agora somente de sanção do peemedebista.
A lei municipal permitirá a extinção de 182 cargos de médico júnior, 69 cargos de auxiliar de enfermagem, 29 cargos de enfermeiro júnior, 11 de atendentes de farmácia, 23 de motorista, 61 de recepcionista e nove de vigia. O município pretende alcançar uma economia mensal de R$ 666 mil. Os servidores concursados não estão no bolo. A área de saúde conta com 809 funcionários, entre concursados e comissionados.
A prefeitura garante que a assistência à saúde da população não será prejudicada, uma vez o atendimento em aberto deve ser realizado por uma empresa terceirizada para uma cooperativa. Na mesma sessão, o Legislativo aprovou a suplementação ao orçamento de R$ 3 milhões, destinando o dinheiro à futura terceirização.
As medidas irritaram servidores e sindicalistas, que temem prejuízos nos salários e no atendimento à comunidade. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Antonio Carlos Gomes de Oliveira, considera o ato ''uma forma do município fugir de seus compromissos''. Segundo ele, os funcionários com cargos extintos devem ser aproveitados pela empresa.
O líder do governo na Câmara Municipal, vereador Ademar Hajak (sem partido), defende que a mudança vai melhorar a qualidade assistência à saúde do povo. Ele Lembrou que no último concurso público sobraram vagas para médicos por falta de candidatos. A terceirização seria uma alternativa de contar com profissionais do setor.


